Operação de resgate contou com diversas forças militares de Israel
Uma operação das Forças Militares de Israel durante a madrugada libertou dois reféns israelenses. A operação ocorreu na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza onde milhares de refugiados estão se abrigando.
A operação conjunta entre as Forças de Defesa de Israel, o Serviço de Segurança Interno de Israel (Shin Bet) e unidades policiais resgatou Simon Marman, de 60 anos de idade, e Louis Hare, de 70.
Em uma postagem na rede social X, Daniel Hagari, porta-voz das forças israelenses, informou que os reféns estavam em prédios civis no meio de uma região civil, o que segundo o porta-voz, era uma tentativa de dificultar o resgate. Os resgatados passaram por avaliação médica e não correm riscos.
Segundo Hagari, o Hamas ainda conta com 134 reféns, quase metade dos 250 sequestrados nos ataques do dia 7 de outubro do ano passado.
Segundo a agência de notícias Reuters, cerca de 1 milhão de palestinos estão refugiados em Rafah. Desde o início dos ataques israelenses à Faixa de Gaza, a recomendação de Israel é que os civis deixassem suas casas e migrassem para o Sul, e Rafah é a cidade mais ao Sul do território palestino.
Ainda segundo a Reuters, os ataques de Israel a Rafah deixaram dezenas de mortos, uma vez que atingiram prédios e até mesmo uma mesquita. Ataques aéreos deram suporte às operações terrestres e de acordo com vítimas em Rafah, tendas foram atacadas.
Em Rafah, os refugiados temem que esse seja o início de uma sequência de ataques à cidade. Segundo Israel, existem quatro batalhões do Hamas localizados em Rafah.
Países pedem mudança de postura
Diversos países do ocidente vocalizam descontentamento com as ações de Israel. O tribunal de apelações dos Países Baixos proibiu as exportações de peças de jatos F-35 para Israel, alegando “um claro risco de violações das leis humanitárias internacionais”.
O Reino Unido pede uma trégua nos conflitos e que Israel e Hamas negociem a troca de reféns. Entretanto, a Reuters afirma que um oficial de Israel declarou que a população em Rafah será evacuada para o norte, entretanto, as tropas israelenses estão em atividade no centro da Faixa de Gaza.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.