Um levantamento feito pelo Instituto de Inteligência, Pesquisa, Comunicação e Marketing (IPCM), divulgado nesta terça-feira (11), mostra o senador Wellington Fagundes (PL) como favorito na disputa pelo Governo do Estado.
Segundo os números, na modalidade estimulada, quando são apresentados os nomes dos pré-candidatos aos entrevistados, Wellington aparece com 27,9% das intenções de votos.
O IPCM mostrou o senador Jayme Campos (União) em segundo lugar na intenção de votos, com 21,8%. Ele é seguido de perto pelo vice-governador, Otaviano Pivetta, que aparece com 16,1%.
Apesar de não ter plano para disputar o cargo de governador em 2026, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), aparece em quarto nas intenções de votos, com 9%.
A médica Natasha Slhessarenko (PSD), que é apresentada como pré-candidata da esquerda, aparece em seguida, com 4%.
Ao todo 2% dos entrevistados afirmaram que votariam nulo ou branco, outros 17% se disseram indecisos e 2% não responderam.
A pesquisa foi realizado entre os dias 6 e 9 de novembro de 2025, ouvindo 1.200 eleitores em Mato Grosso. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.
Espontânea
O Instituto também fez um levantamento na modalidade espontânea, que refere-se ao método de coleta de dados no qual o entrevistado responde a uma pergunta sem que lhe seja apresentada uma lista de opções pré-candidatos.
Neste cenário, o governador Mauro Mendes (União), que não pode mais se reeleger, aparece em primeiro, com 7,88% das intenções de votos.
Na sequência aparecem Wellington, com 6,5%; Pivetta, com 4,8%; Jayme, com 4,8% e Natasha, com 4,2%.
Também foram lembrados o ex-senador Cidinho Santos (PP), com 2,2%; a deputada estadual Janaina Riva (MDB), com 1,5%; Max com 0,98%;Blairo Maggi (PP), com 0,87% e Sérgio Ricardo, com 0,58%.
Com dispensa de pauta, os deputados aprovaram, durante a sessão desta quarta-feira (22), a Mensagem 73/2026, referente ao Projeto de Lei 481/2026, de autoria do Poder Executivo, que autoriza o financiamento de até R$ 15 milhões para a Associação dos Camelôs do Shopping Popular (ACSP), de Cuiabá. A proposta segue agora para sanção do governo do estado.
Os recursos serão viabilizados por meio da Desenvolve MT, com verbas do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FUNDES), e destinados à melhoria da infraestrutura, aquisição de equipamentos e modernização do espaço comercial, destruído por um incêndio em julho de 2024.
O projeto prevê condições facilitadas de pagamento, com juros baseados no IPCA mais 2% ao ano, prazo de até dois anos de carência e até cinco anos para quitação. A garantia será feita por meio da cessão de receitas da própria associação, como taxas condominiais.
Foto: ANGELO VARELA / ALMT
Inúmeros comerciantes do Shopping Popular acompanharam a votação da galeria do Plenário, momento em que presidente da ACSP, Misael Galvão foi convidado para usar a tribuna e destacar a luta pela reconstrução e o impacto social.
“Vivemos uma tragédia que atingiu centenas de famílias, mas nunca desistimos. Com união, apoio dos deputados e sensibilidade do governo, estamos reconstruindo o Shopping Popular, que não pertence a uma pessoa, mas é um patrimônio de Cuiabá e de Mato Grosso”, afirmou Galvão.
Na justificativa da Mensagem encaminhada à Assembleia Legislativa, o governador Otaviano Pivetta ressaltou o alcance social da medida.
“Este financiamento representa o compromisso com a reconstrução do Shopping Popular e com centenas de famílias que dependem dessa atividade, fortalecendo a economia local e promovendo inclusão social”, diz trecho do documento.
Com a realização de três sessões para a limpeza da pauta, o presidente da ALMT, Max Russi (Podemos), enfatizou a importância da força-tarefa à aprovação da proposta.
“É uma medida importante para garantir a retomada das atividades do Shopping Popular e dar condições para que os trabalhadores reconstruam seus negócios com dignidade”, afirmou.
O deputado Eduardo Botelho (MDB) destacou o esforço coletivo para viabilizar o projeto.
“Foi um trabalho conjunto desta Casa, com vários parlamentares envolvidos. Agora, com a aprovação, o Shopping Popular será reconstruído e voltará ainda melhor para todos os cuiabanos”, disse.
Da mesma forma, o deputado Alex Sandro (Republicanos) reforçou a união dos parlamentares em torno da proposta.
“Quando a população ganha, não é um ou dois deputados, é toda a Assembleia. O esforço é coletivo para garantir que esse recurso chegue e beneficie quem mais precisa”, pontuou.
O deputado Sebastião Rezende destacou a perseverança dos trabalhadores do local. “Esse é um exemplo de resiliência e determinação. Vocês não desistiram e agora terão condições de reconstruir com mais dignidade, ampliando a geração de emprego e renda”, afirmou.
Presidindo a sessão, o deputado Wilson Santos (PSD) relembrou o processo histórico de organização do comércio ambulante em Cuiabá e a origem do Shopping Popular.
“Esse espaço é fruto de um trabalho construído ao longo de décadas para organizar o comércio informal e garantir dignidade aos trabalhadores. Hoje, estamos dando mais um passo importante nessa trajetória”, destacou.
A proposta também permite o acréscimo de recursos por meio de emendas parlamentares e estabelece que a liberação do financiamento será feita conforme o avanço das obras, com pagamento direto aos fornecedores, garantindo maior controle e transparência na aplicação dos recursos.
Ordem do Dia – Com 45 propostas em pauta, 26 propostas foram aprovadas, sete com parecer contrários foram arquivadas e quatro tiveram pedido de vista.
Além do empréstimo para o Shopping popular, os deputados aprovaram, em redação final, o Projeto de Lei 723/2025, que altera a legislação sobre criação e transporte de abelhas-sem-ferrão no estado, de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL) e o Projeto de Lei 12/2024, que institui o programa “Meu Primeiro Emprego”, de autoria do deputado Thiago Silva (MDB).
Também aprovaram o Projeto de Lei Complementar 23/2026, sobre fiscalização de produtos de origem florestal e o Projeto 1983/2024, de autoria do deputado Elizeu Nascimento (Novo), com coautoria dos parlamentares Dilmar Dal Bosco (União) e Gilberto Cattani (PL), que trata da ocupação do solo no entorno do reservatório do APM Manso.