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João Vicente: Os “Primeiros” de Brasília

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João Vicente: Os “Primeiros” de Brasília
João Vicente Costa

João Vicente: Os “Primeiros” de Brasília

Conheci o médico Ernesto Silva já idoso. Fui seu vizinho na QL 06 do Lago Sul e, conversa vem, conversa vai, um dia tive acesso a algumas de suas anotações sobre o início de Brasília.

O doutor Ernesto antes da criação da cidade, antes de JK, já conhecia os problemas e desafios de Brasília. Ele havia servido com o Marechal José Pessoa, sobrinho do ex-presidente Epitácio e irmão de João Pessoa, que presidia a Comissão de Localização da Nova Capital Federal, após aceitar o convite do então presidente Café Filho em outubro de 1954.

A comissão teve o mérito de definir o local exato (o sítio) da construção da “Cidade de Vera Cruz, Futura Capital do Brasil” bem como negociar com o governo de Goiás desapropriação das terras que abrigariam mais tarde o Distrito Federal.

Além disso, o doutor Ernesto Silva foi indicado pelo presidente Juscelino Kubitschek para presidir a Comissão de Planejamento do concurso para escolha do “Plano Piloto” da cidade, posteriormente vencido por Lúcio Costa.

Mas vamos aos “Primeiros” coletados pelo doutor Ernesto:

A primeira escritura foi registrada pela Novacap em 4 de dezembro de 1957 de um terreno em nome da Caixa Econômica Federal e teve como testemunhas Juscelino Kubtschek e José Maria Alkmim;

A primeira carta que chegou em Brasília por via aérea, veio de um senhor chamado Joaquim Silva de Xaxim-SC endereçada a Israel Pinheiro;

Os primeiros gêmeos nasceram na Granja do Torto em 14 de dezembro de 1956. Filhos de José Luiz e Maria Ana de Alcântara;

A primeira linha aérea comercial foi inaugurada pela Real Brasília no final de 1956. o DC-3 da Real fazia a rota Rio de Janeiro-Brasília com escalas em Três Pontas Virgínia, BH, Uberaba, Araguari, Uberlândia, Goiânia e Anápolis. Um dia inteiro de viagem! O primeiro pouso de emergência na cidade ocorreu em 5 de dezembro de 1957 com um avião Constellation da Real Aerovias vindo de Miami para o Rio de Janeiro;

Os primeiros ônibus foram os “jardineiras” (aqueles ônibus quadrados e que tinham bagageiros externos sobre a capota) entre Goiânia e Brasília da Viação Araguarina, em janeiro de 1957;

A primeira emissora de rádio foi inaugurada em 31 de maio de 1958 tendo sido ligada a chave por Israel Pinheiro. Nesse dia, desde seu auditório foi transmitido um show variado ao vivo;

O primeiro casamento de Brasília ocorreu em 17 de março de 1957 entre um funcionário da Novacap e sua noiva. Foi celebrado pelo vigário de Planaltina, Pe. Osvaldo Sérgio Lobo e teve Bernardo Sayão como padrinho;

As primeiras árvores plantadas no Plano Piloto em 21 de setembro de 1958 foram uma Almácega, plantada pelo presidente JK, um Ipê, plantado por Israel Pinheiro e um Flamboyant, plantado por ele mesmo, o Dr. Ernesto Silva. Antes disso, em 1957, o presidente Juscelino já havia plantado uma Cangerana na Candangolândia;

O primeiro posto médico tinha o doutor Édson Porto como encarregado e foi instalado em dezembro de 1956 no Núcleo Bandeirante;

A primeira farmácia foi instalada na Cidade Livre: Farmácia Moura, do Sr. João Pereira de Moura. Já Brasiliana de Freitas foi a primeira menina nascida na nova capital em março de 1957 e batizada por JK;

Os primeiros bancos estabelecidos no Núcleo Bandeirante provisoriamente foram o Banco da Lavoura e o Banco de Crédito Real;

O primeiro hotel foi o Hotel Brasília, no Núcleo bandeirante, do Sr. José Borges Paniago (março de 1957);

O primeiro bar foi o Maracangalha, nome saído da música “eu vou pra Maracangalha”;

O primeiro restaurante foi instalada pelo italiano Vitor em 1956 ainda. Segundo o doutor Ernesto Silva: “foi uma verdadeira epopéia a construção do restaurante sob as mais fortes chuvas que já vi nesse Planalto. Um herói o nosso Vitor”;

O primeiro templo foi construído pela Novacap logo no início das obras de Brasília, em 1956, no caminho para a cachoeira do Paranoá. Foi a Ermida Dom Bosco;

As primeiras informações meteorológicas foram geradas em julho de 1957: Máxima 26,3° e Mínima 9,8°;

O primeiro censo produzido pelo IBGE em julho de 1957 trazia: Homens, 4.600. Mulheres, 1.686 Total de habitantes: 6.283 Antes, em março de 1957, a Novacap havia feito um censo chegando ao número de 2.013 habitantes sendo 1.369 homens, 248 mulheres e 396 crianças. Dos Adultos, apenas 186 eram analfabetos;

Os primeiros professores vieram de Goiânia para dar aulas aos filhos dos servidores da Novacap: Amábile Gomes e Mauro da Costa Gomes;

Os primeiros imigrantes foram famílias japonesas que chegaram a Brasília em julho de 1957;

O primeiro representante consular foi o Sr. Carlos Alberto Quadros, Consul Honorário de El Salvador;

A primeira agência de automóvel foi a Arieta e Cia (só de jeeps pra andar no terrão vermelho);

A primeira loja de material de construção foi a Homer e Martins Ltda. Primeiro habitante das casas do Lago Sul foi o doutor Targino Pereira na casa 2 da QL 1-7 em junho de 1958. Foram 15 as casas iniciais construídas pela Novacap no Lago Sul;

Primeiro asfalto foi instalado no dia 5 de agosto de 1957;

O primeiro fotógrafo foi o Sr. José Guimarães, servidor da Novacap, mas a primeira loja de fotografia foi a famosa Foto Agenor, instalada por Agenor Gomes de Faria num barracão no Núcleo Bandeirante em 21 de abril de 1957;

A primeira biblioteca foi chamada de Visconde de Porto Seguro e instalada em 1959 no Plano Piloto em duas casas geminadas, justo em frente de onde viria a ser o Cine Cultura na Quadra 16 (atual 707 Sul);

O primeiro hino escrito em louvor a Brasília foi composto pelo Padre Raimundo Teixeira, diretor do Colégio Dom Bosco tanto no Núcleo Bandeirante como já na sede da 702 Sul. O Hino chamava-se Marcha Patriótica e começava com os versos:

Estrela do Planalto Brasileiro

Mais que estrela, nóvel

constelação despregado do azul do firmamento

e caída nas campinas da amplidão…

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Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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queiroz

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