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MATO GROSSO

Judiciário realiza pesquisa com amigos e familiares de vítimas de feminicídio em Mato Grosso

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A equipe multidisciplinar da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher/MT) está percorrendo o estado para entrevistar familiares e amigos de vítimas de feminicídio, ocorridos no primeiro semestre de 2023. O trabalho tem como objetivo entender o dia a dia e a dinâmica familiar e social na qual essa mulher estava inserida, além de identificar os sinais que precederam o crime.
 
O estudo é uma iniciativa conjunta do Poder Judiciário com a Defensoria Pública, Ministério Público, seccional mato-grossense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), Delegacia da Mulher, Polícias Militar e Civil, e Governo do Estado. A intenção é que as informações coletadas sirvam de embasamento para a revisão e fortalecimento das políticas públicas de combate à violência contra a mulher.
 
A juíza titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar, Ana Graziela Corrêa explica que a decisão de estudar esses casos foi tomada após o grupo constatar que os índices de feminicídio no estado estagnaram. “Nós já temos um amplo trabalho de enfrentamento, com atividades voltadas para a educação, grupo reflexivo para homens, eventos e panfletagens para conscientização, mas os números de casos estão estagnados. Com exceção do período pandêmico, quando tivemos um aumento de 60%, há uma variação de dois ou três casos para mais ou para menos a cada ano”, explica.
 
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Mato Grosso foi o terceiro estado com mais feminicídios registrados em 2022. Com 47 casos, o estado possui uma taxa de 2,6 registros para cada 100 mil mulheres.
 
Diante desse cenário, ficou deliberado que a pesquisa deve ir além dos dados sociais e demográficos que o poder público já possui sobre essas vítimas.
 
Os questionários foram elaborados em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), levando em consideração as cinco tipificações de violências elencadas pela Lei Maria da Penha nº 11.340/2006. São cerca de 10 perguntas que buscam identificar situações prévias de violências física, psicológica, sexual, moral e patrimonial.
 
A participação na pesquisa é de livre adesão. O contato foi feito com os familiares para explicar o objetivo do estudo e agendar a visita, tomando cuidado para não desrespeitar o período de luto.
 
Antes de ir a campo, os entrevistadores passaram por uma capacitação para entender o processo de criação do questionário e quais informações o comitê pretende coletar com a sua aplicação. “Os profissionais passaram por essa formação para que fossem a campo totalmente seguros do conteúdo do questionário”, explica a pesquisadora da UFMT, Dra. Rosana Manfrinate.
 
“Ao final, o entrevistador abre espaço para que o familiar ou o amigo avalie o questionário e aponte pontos que sentiu falta ou acredita que podem ser aprimorados. Assim, poderemos reavaliar também o nosso método de pesquisa”, acrescentou Manfrinate.
 
Foram escalados para participar da aplicação do questionário, psicólogos e assistentes sociais dos órgãos que compõem o comitê.
 
Ficou a cargo da equipe multiprofissional do TJ visitar oito municípios, para dialogar com familiares de 10 vítimas. Segundo a psicóloga da Cemulher, Renata Carrelo, a iniciativa tem contado com uma boa aceitação por parte das famílias procuradas. “A aceitação tem sido muito boa. Nós percebemos na fala deles muito sofrimento, sentimentos de injustiça e insegurança, mas fomos recebidos bem”, reforça.
 
A previsão é que a coleta de informações encerre em outubro.
 
Após a coleta de informações, os órgãos que compõem o comitê deverão se reunir para discutir os resultados e identificar as lacunas no trabalho de prevenção à violência contra a mulher e quais respostas devem ser dadas. Um documento oficial deve ser elaborado como forma de orientar as diretrizes de enfrentamento do estado de Mato Grosso.
 
Ações preventivas – O Tribunal de Justiça de MT, através da Cemulher, desenvolve diversas ações com caráter educativo e preventivo à violência doméstica e familiar.
 
O projeto Cemulher na Escola, por exemplo, leva o assunto para o ambiente escolar. Com abrangência em todo o estado, a iniciativa fomenta a discussão sobre o tema com a participação de crianças, adolescentes, familiares, professores, gestores e pessoal de apoio escolar.
 
A Coordenadoria também promove palestras e distribuição de material didático e publicitário, eventos, conferências e congressos para a qualificação dos profissionais que atuam na rede de proteção.
 
Nos fóruns de Cuiabá e Várzea Grande, o Poder Judiciário mantém centros de acolhimento às vítimas de violência com atendimento de psicólogos e assistentes, que identificam as demandas e encaminham para a rede. E na sede do TJ funciona um núcleo para atendimento das magistradas e servidoras.
 
Adellisses Magalhães
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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MATO GROSSO

Estudantes podem se inscrever para 18º Olimpíada Nacional em História do Brasil até 24 de abril

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Os estudantes dos 7º, 8º e 9º anos e Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino podem se inscrever para a 18º Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) até o dia 24 de abril. O evento é uma competição que busca promover o desenvolvimento do pensamento histórico, crítico e investigativo dos estudantes.

A ONHB se destaca por adotar uma abordagem inovadora no ensino de História, sendo baseada na análise e interpretação de diferentes tipos de fontes históricas, como documentos escritos, imagens, mapas, charges e outros registros culturais.

Com o objetivo de ser uma ação formativa que estimula os competidores a refletirem sobre a História do Brasil, a olimpíada contribui diretamente para a formação de estudantes mais conscientes, analíticos e preparados para compreenderem a sociedade contemporânea.

O evento é estruturado em fases, que são realizadas majoritariamente de forma online, onde os participantes são desafiados a resolver questões que exigem interpretação, argumentação e articulação de conhecimentos históricos.

Inscrições

As inscrições são realizadas de forma online no site da olimpíada. Os alunos de escolas públicas estão isentos de pagamento de taxa de inscrição.

A participação ocorre por meio de equipes compostas por três estudantes e um professor orientador, que é o responsável por acompanhar e mediar o processo de aprendizagem.

Premiação

A divulgação dos estudantes, professores e equipes premiadas será feita pela Comissão Organizadora da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), de acordo com o calendário oficial do evento. O resultado sairá no site oficial da olimpíada.

A premiação consiste na concessão de medalhas de ouro, prata e bronze, distribuídas conforme o desempenho das equipes e proporcionalmente ao número de participantes por nível de ensino.

As escolas das equipes medalhistas também recebem troféus correspondentes às medalhas conquistadas. As demais equipes finalistas, bem como seus estudantes e professores, recebem medalha de participação, denominada “medalha de cristal”, além de certificados.

18º Olimpíada Nacional em História do Brasil

A Olimpíada Nacional em História do Brasil é um projeto de extensão desenvolvido pelo Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O projeto conta com participação de docentes, alunos de pós-graduação e de graduação.

Cronograma

Inscrições – 15 de fevereiro a 24 de abril

Montagem das Equipes – 20 de fevereiro a 01 de maio de 2026

Primeira fase – 04/05/2026 a 09/05/2026

Segunda fase – 11/05/2026 a 16/05/2026

Terceira fase – 18/05/2026 a 23/05/2026

Quarta fase – 25/05/2026 a 30/05/2026

Quinta fase (final estadual e semi-final nacional) – 08/06/2026 a 13/06/2026

Divulgação do nome das equipes selecionadas para a Fase 6 (Final Nacional Presencial) pela Comissão Organizadora – 19/06/2026

Divulgação do nome das equipes Medalhistas Estaduais – 26/06/2026

Final Presencial – 29/08/2026

Cerimônia de Premiação – 30/08/2026

Fonte: Governo MT – MT

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