O presidente da França, Emmanuel Macron , afirmou que “Israel deve parar de matar bebês e mulheres em Gaza”. Segundo o mandatário, “não há justificativa” para bombardear civis e pediu um cessar-fogo.
“De fato, hoje civis são bombardeados. Esses bebês, essas senhoras, esses idosos são bombardeados e mortos. Portanto, não há razão para isso nem legitimidade. Por isso, instamos Israel a parar”, disse Macron em entrevista à BBC, divulgada na sexta-feira (10).
“Não há outra solução senão uma pausa humanitária, indo para um cessar-fogo, que nos permitirá proteger todos os civis que não têm ligação com terroristas”, completou.
O líder francês afirmou que reconhece o direito de defesa de Israel, que foi atacado pelo grupo extremista Hamas no dia 7 de outubro , mas “apela para [Israel] parar com este bombardeio”. Macron também ressaltou que a França “condena claramente” as ações “terroristas” da organização radical palestina.
A França considera o Hamas um grupo terrorista, assim como os Estados Unidos e o Reino Unido. “Compartilhamos a dor [de Israel]. E compartilhamos sua vontade de se livrar do terrorismo. Sabemos o que o terrorismo significa na França”, declarou Macron, e destacou ser “extremamente importante” para as democracias “reconhecerem que todas as vidas são importantes”.
O conflito entre Israel e Hamas , que ocorre há mais de um mês, já deixou mais de 12.400 vítimas. Somente em Gaza, os mortos somam 11.078. Em Israel, são 1.200 vítimas, segundo a revisão das autoridades israelenses.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.