O presidente da França , Emmanuel Macron , manteve a sua declaração sobre a possibilidade de enviar tropas à Ucrânia para combater a Rússia . Em entrevista à TV França 1 e 2, nesta quinta-feira (14), o líder francês novamente criticou Vladimir Putin e disse que uma vitória dos russos na guerra colocaria a Europa em risco.
“Se a Rússia vencer essa guerra, a credibilidade da Europa será reduzida a zero”, disse Macron. Já questionado sobre as tropas, o presidente da França não descartou entrar de vez na guerra. “Nós negociamos o quanto pudemos, mas não há nada para falar com ele [Putin]. A Ucrânia precisa vencer, não pode haver linhas vermelhas. Eu sou o presidente da França e eu decido”, disparou.
Após a mídia insistir no tema sobre a chance da França enviar soldados, Macron reiterou que “não exclui a possibilidade” de enviar tropas. “Não tenho motivos para ser preciso. Mas se nós decidirmos ser fracos, seria escolher a derrota. Eu não quero isso, nossa segurança está em jogo na Ucrânia”, acrescentou.
Os outros membros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) , por enquanto, não engrossaram o coro do presidente da França. A maioria dos países, como Estados Unidos e Reino Unido, estão apenas auxiliando a Ucrânia com o envio de armamentos.
O chanceler da Itália , Antônio Tajani, chegou a excluir a possibilidade de entrar em confronto direto com a Rússia. “Excluo porque queremos paz, queremos que haja negociações, mas não queremos fazer guerra com a Rússia. O que a Itália está fazendo é ajudar a Ucrânia a se defender”, pontuou, em entrevista à Rete4.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.