Connect with us

Agronegócio

Mercado do milho permanece estável neste início de ano

Publicado

em

No mercado brasileiro de milho para exportação, ocorreram mudanças nos prêmios para os meses de agosto e setembro. Os prêmios, que se mantiveram estáveis em R$ 325 para julho/24, alcançando R$ 350, incremento, de $ 5 cents/bushel, entre agosto e outubro, que ainda não resultou em um volume significativo de vendas no interior do país. Paralelamente, na China, observou-se uma redução nos preços do milho e derivados, bem como de outros produtos agropecuários, como ovos e suínos.

Em contraste, na Argentina, o mercado de milho se mantém ativo, com negociações para entregas imediatas e contratuais. Os preços do milho argentino apresentaram uma diminuição, com o preço em abril caindo para US$169,8, comparado com US$ 179,90 anteriormente e US$174,80 em Chicago.

No cenário internacional, os preços do milho variam. Nos Estados Unidos, o preço flat subiu para US$ 202 FOB. Na Argentina, houve uma queda para US$ 204 FOB Up River. No Brasil, o preço em Santos é de US$ 221 FOB, enquanto na França, Romênia e Rússia, os preços estão em US$ 215 FOB e na Ucrânia a US$ 185.

No mercado interno brasileiro, especialmente em Assunção e arredores, as indicações de preços para o milho estão em torno de 175,00 U$D/MT, embora os vendedores considerem esse preço pouco atrativo, inclinando-se mais para faixas de 190,00 a 195,00 U$D/MT TM.

O estado do Rio Grande do Sul registrou novos negócios em milho. Em Ijuí e Santo Ângelo, o milho foi vendido a R$ 62,00 e R$ 64,00 respectivamente, por tonelada. Em outras cidades gaúchas, os preços variaram entre R$ 62,00 e R$ 64,00.

Em Santa Catarina, não houve movimentação significativa no mercado de milho. Com o avanço da colheita, os preços ofertados pelos compradores diminuíram devido ao aumento da oferta. As indicações de preço variam entre R$ 64,00 e R$ 67,00, com ideias de venda a partir de R$ 68,00, mas sem relatos de negócios concretizados.

No Paraná, foram reportados novos negócios no oeste do estado, com o milho sendo vendido a R$ 58,00 por tonelada. Em outras regiões, os preços pedidos variam de R$ 60,00 a R$ 67,00.

Finalmente, no Mato Grosso do Sul, negociações foram realizadas ao sul do estado, com cerca de 5 mil toneladas de milho vendidas a R$ 52,00 CIF indústria, e outras 1.000 toneladas a R$ 50,00 FOB interior. Em cidades como Maracaju e Sidrolândia, os preços se mantêm a R$ 50,00, enquanto em Dourados e Naviraí, houve uma redução de R$ 1,00 na intenção de compra, passando para R$ 49,00.

com informações do Agrolink

Fonte: Pensar Agro

Continue Lendo

Agronegócio

Atenção para a declaração de rebanho obrigatória

Publicado

em

Por

A atualização cadastral dos rebanhos, obrigatória para produtores rurais em todo o país, ganha força neste ano com a abertura das primeiras janelas de declaração em diferentes estados. Embora o calendário varie conforme a unidade da Federação, a exigência já se consolidou como um dos principais instrumentos de controle sanitário da pecuária brasileira.

Em Goiás, a primeira etapa de 2026 ocorre entre 1º e 31 de maio, conforme cronograma da Agência Goiana de Defesa Agropecuária. O procedimento é obrigatório e exige que o produtor informe a situação atualizada dos animais na propriedade, incluindo nascimentos, mortes e movimentações.

A exigência, no entanto, não é isolada. Estados como Rio Grande do Sul já realizam a declaração entre abril e junho, enquanto Paraná segue calendário semelhante. No Centro-Oeste, modelos semestrais também são adotados, com etapas distribuídas ao longo do ano, como ocorre em Mato Grosso do Sul. Já em Mato Grosso e Rondônia, a atualização costuma ocorrer no fim do ano, concentrada entre novembro e dezembro.

Apesar das diferenças de prazo, a lógica é a mesma em todo o país: manter um banco de dados atualizado sobre o rebanho nacional, permitindo resposta rápida a eventuais surtos sanitários e maior controle da movimentação animal.

Na prática, o produtor deve declarar todas as espécies existentes na propriedade — de bovinos e suínos a aves, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos — garantindo que o cadastro reflita a realidade atual da produção.

A medida ganhou ainda mais importância com o avanço do Brasil no status sanitário internacional, especialmente após a retirada gradual da vacinação contra febre aftosa em diversas regiões. Com menor margem para erro, a rastreabilidade e o controle do rebanho passaram a ser considerados essenciais para a manutenção de mercados e abertura de novos destinos para a carne brasileira.

Além da sanidade, os dados também são utilizados para orientar políticas públicas e planejamento do setor. Informações atualizadas permitem dimensionar com precisão o tamanho do rebanho, direcionar campanhas de controle de doenças e apoiar decisões comerciais.

O descumprimento da obrigação pode gerar penalidades, incluindo multas e restrições operacionais. Na prática, o produtor fica impedido de emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para transporte e comercialização, o que pode travar a atividade dentro da porteira.

Com a digitalização dos sistemas, o processo tem migrado para plataformas online, o que amplia o acesso, mas também exige atenção redobrada do produtor quanto a prazos e regularidade cadastral.

Em um cenário de maior exigência sanitária e competitividade internacional, a declaração de rebanho deixou de ser apenas uma obrigação burocrática e passou a integrar a estratégia produtiva da pecuária brasileira — com impacto direto sobre a segurança do sistema e a capacidade de acesso a mercados.

Fonte: Pensar Agro

Continue Lendo
queiroz

Publicidade

Câmara de Vereadores de Porto Esperidião elege Mesa Diretora