Javier Milei enfrentará Sergio Massa no 2º turno das eleições argentinas
Javier Milei, candidato à presidência da Argentina, afirmou nesta quarta-feira (8) que não se encontrará com o presidente Lula caso seja eleito. De acordo com o jornal argentino Clarín, o polêmico candidato chamou Lula de “comunista” e “corrupto” e disse que foram por esses motivos que o presidente foi preso.
Em entrevista ao jornalista Jaime Bayly, Milei defendeu ideias como a condenação de “autocratas”, mencionando Vladimir Putin, e a retirada de embaixadores argentinos em países que vivem “regimes ditatoriais”, utilizando de exemplo a Venezuela e Cuba.
O embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, sobre as declarações do candidato, disse que Lula “não é nem comunista, nem corrupto” e que já viveu algo semelhante quando Jair Bolsonaro afirmou que queria sair do Mercosul durante o mandato.
“Agora novamente nos deparamos com uma afirmação que é completamente estranha, porque Lula não é nem comunista, nem corrupto”, disse o embaixador à C5N.
Sobre a acusação de corrupção, Scioli disse que “isso foi negado pela Suprema Corte de Justiça do Brasil, que afirmou que houve uma utilização da justiça com objetivos políticos e o absolveu”.
O “anarcocapitalista” Javier Milei irá disputar o 2º turno das eleições presidenciais contra o peronista Sergio Massa, em 19 de novembro. No 1º turno, Massa saiu na frente com 36,68% dos votos, seguido de Milei, com 29,98%.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.