POLÍTICA
Ministros lançam programas para desenvolvimento rural em Mato Grosso
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oestenews
Durante solenidade realizada na tarde da última sexta-feira (22), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, anunciaram o lançamento de fundos e programas destinados aos produtores rurais do estado.
Na ocasião, foram assinados contratos de financiamento do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) Irrigação, voltado para produtores rurais, cooperativas e associações que se dedicam às atividades produtivas no setor rural, financiando serviços e projetos de irrigação e drenagem, infraestrutura hídrica como barragens e energia; e do FCO Mulher Empreendedora.
Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro destacou os resultados dos trabalhos realizados durante os nove primeiros meses de gestão. “Nesse período, vivemos um momento histórico. Primeiro, da reconstrução da democracia neste país. Segundo, estamos trabalhando em políticas públicas de inclusão social que foram abandonadas pelo governo passado. E, terceiro, políticas de desenvolvimento, geração de emprego, renda, e cidadania à população brasileira”, disse.
A superintendente de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Rose Modesto, salientou a importância das ações anunciadas para o desenvolvimento da agricultura familiar no estado.
“O FCO Mulher Empreendedora traz uma oportunidade com juros diferenciados para as mulheres poderem poder trabalhar com seus empreendimentos, traz um prazo diferenciado para poder pagar esse empréstimo e eu tenho certeza que, com essa linha de crédito, vamos poder fazer justiça, que é ver as mulheres estarem onde elas quiserem, inclusive gerando emprego e renda para o estado do Mato Grosso. Estamos lançando hoje aqui também uma nova linha crédito, que é o FCO Irrigação. Sabemos da vocação de Mato Grosso e da importância que esse Estado tem para o PIB do Brasil, para a produção e para o mundo e entendemos a importância de fortalecer a agricultura familiar”, declarou.
Também foram assinadas as adesões ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que prevê a compra de alimentos de associações ou cooperativas da agricultura familiar e sua doação a pessoas em situação de vulnerabilidade alimentar, e ao programa Mais Alimentos, que oferta linhas de crédito para modernização da infraestrutura das unidades produtivas.
As autoridades presentes firmaram ainda contrato de credenciamento de depósito de terceiros para armazenamento de produtos do Governo Federal, com o objetivo de amenizar o impacto de oscilação de preços e promover a garantia de abastecimento.
Foram assinados ainda portarias para criação de assentamentos rurais e termo de compromisso para construção de nova sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Mato Grosso, bem como contrato do Plano Safra da Agricultura Familiar 2023/2024, que visa apoiar o setor agropecuário, oferecendo linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas para os produtores rurais, desde os agricultores familiares até os grandes produtores.
Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, destacou os benefícios ofertados por meio do Plano Safra da Agricultura Familiar e chamou a atenção para três programas de compras públicas desenvolvidos pelo Governo Federal.
“Primeiro, o presidente Lula turbinou o Programa Nacional de Alimentação Escolar, com R$ 1,5 bilhão, sendo que 30% é para agricultura familiar. Segundo, o Programa de Aquisição de Alimentos e, terceiro, o programa de aquisição de alimentos institucional para as Forças Armadas, para as universidades federais, institutos federais e hospitais públicos”, pontuou.
Brasil sem Fome – Durante a solenidade, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, também anunciou assinatura de termo de adesão ao Plano Brasil sem Fome pela Prefeitura Municipal de Cuiabá.
Em sua fala, Dias afirmou que a transferência de renda é um dos primeiros passos do combate à fome e que o Governo Federal já liberou, até setembro, R$ 2,7 bilhões para Mato Grosso, por meio dos programas Bolsa Família e Benefício da Prestação Continuada (BPC).
Caravana da Sudeco – O deputado estadual Valdir Barranco (PT) destacou as ações anunciadas pelo Governo Federal em prol do estado de Mato Grosso, durante passagem da Caravana da Sudeco. De 21 a 23 de setembro, a caravana passou pelos municípios de Canarana, Paranaíta, Alta Floresta, Cuiabá, Rondonópolis e Poconé.
“Valeu a pena o esforço para que pudéssemos trazer essa caravana do presidente Lula, três ministros de uma vez só, dois presidentes de importantes autarquias, o presidente do Incra, representantes da Conab, o vice-presidente do Banco do Brasil e representante do Ministério da Saúde. Nesses últimos três dias, Mato Grosso está sendo praticamente um pedaço do Palácio do Planalto”, frisou.
O deputado Nininho (PSD) defendeu a criação de um marco regulatório para regularização ambiental de módulos de até 100 hectares e ressaltou a publicação de Emenda à Constituição 112/2023, de sua autoria, que adiciona aos municípios a incumbência de assegurar a efetividade do direito do acesso a todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.
“Hoje, com essa PEC já aprovada, os municípios podem fazer os seus licenciamentos para a construção de poços artesianos, tanques de peixes ou para arrumar as próprias estradas”, frisou.
Regularização fundiária – O deputado Júlio Campos (União Brasil) afirmou que os recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação Popular (Fethab) não estão sendo aplicados da forma correta.
“Nos últimos oito anos o Fethab não foi cumprido como deveria, pois no mínimo 25% da arrecadação do fundo deveria ser investido em habitação popular e isso não ocorreu. Nós sabemos que hoje o déficit habitacional em Cuiabá é de mais de 50 mil famílias. É por isso que o problema social aumentou, por isso vocês hoje estão nessa situação sem as suas casas”, disse, dirigindo-se aos manifestantes, moradores do Contorno Leste, que lotaram as galerias do Plenário das Deliberações Deputado Rene Barbour, onde a solenidade foi realizada.
O parlamentar lembrou ainda que a Assembleia Legislativa possui uma comissão especializada em regularização fundiária e assegurou que a regularização da situação habitacional dos moradores do Contorno Leste será tratada como prioridade.
Fonte: ALMT – MT
POLÍTICA
TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT
Publicado
2 dias atrásem
abril 17, 2026Por
oestenews
Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.
A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.
“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.
O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.
Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.
“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.
Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.
O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.
De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.
Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.
Fonte: ALMT – MT
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