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BRASIL

Mostra em São Paulo celebra centenário do fotógrafo Hans Gunter Flieg

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Exposição em cartaz no Instituto Moreira Salles (IMS), em São Paulo, apresenta 180 imagens produzidas pelo fotógrafo alemão Hans Gunter Flieg, considerado um poeta do aço e do concreto por ter documentado o desenvolvimento industrial e urbanístico do Brasil. A mostra, que celebra este ano o centenário do fotógrafo, fica em cartaz até o dia 28 de janeiro de 2024 e tem curadoria de Sergio Burgi, coordenador de fotografia do IMS.

As imagens produzidas por Flieg apresentam a verticalização e a industrialização do país, especialmente da cidade de São Paulo, a partir da década de 1940. Flieg registrou instalações industriais, máquinas, edifícios e objetos, tensionando a fronteira entre a fotografia documental e o refinamento formal que tem a intenção de transformar a imagem em abstração.

Nascido em 1923 na Alemanha, em uma família judia de classe média, o fotógrafo migrou para o Brasil em 1939, fugindo da perseguição nazista. No Brasil, ele montou um estúdio fotográfico e passou também a prestar serviços para diversas empresas. Sua atuação passa pelas áreas da indústria, publicidade e arquitetura.

“O olhar que nos oferece Flieg sobre uma sociedade industrial que se quis e se fez moderna na São Paulo do pós-guerra, sem romper, entretanto, com os mecanismos de reificação, alienação e poder de seu tempo, nos leva a refletir agora, décadas depois, sobre uma sociedade pós-industrial igualmente imersa em profundas e radicais transformações e contradições, onde mais uma vez tudo que é sólido desmancha no ar”, disse o curador, em nota.

Hans Gunter Flieg  Fábrica da Duchen - Peixe, projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, primeiro prêmio na categoria de construção industrial na I Bienal Internacional de arte São Paulo, Guarulhos - SP, c. 1954  Gelatina e prata. Foto: Instituto Hans Gunter Flieg  Fábrica da Duchen - Peixe, projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, primeiro prêmio na categoria de construção industrial na I Bienal Internacional de arte São Paulo, Guarulhos - SP, c. 1954  Gelatina e prata. Foto: Instituto

Hans Gunter Flieg Fábrica da Duchen – Peixe, projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, primeiro prêmio na categoria de construção industrial na I Bienal Internacional de arte São Paulo, Guarulhos – SP, c. 1954 Gelatina e prata. Foto: Instituto – Instituto Moreira Salles

Núcleos

A exposição foi dividida em três núcleos. No primeiro deles, são apresentadas imagens de arquitetura industrial, com registro de obras como a construção do ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, em 1955, e a das usinas hidrelétricas de Jupiá e Ilha Solteira.

Já o segundo núcleo, apresenta imagens feitas no interior de fábricas, focando no maquinário e destacando suas linhas e formas. O último espaço apresenta fotos tiradas para os mercados publicitário e artístico, que ilustravam catálogos e anúncios de jornais. Essas imagens mostram um grande contraste de luz e sombra.

A mostra Flieg: Tudo que é Sólido no Instituto Moreira Sales, na Av. Paulista, tem entrada gratuita e pode ser visitada de terça a domingo e nos feriados (exceto segunda) das 10h às 20h. Última horário de entrada é 30 minutos antes do encerramento. Mais informações podem ser obtidas no site 

Fonte: EBC GERAL

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BRASIL

Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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