Palestinos em corredor do Hospital Al-Shifa, o maior da Faixa Gaza
Pelo menos 31.726 palestinos foram mortos e 73.792 ficaram feridos em ataques israelenses na Faixa de Gaza desde 7 de outubro, segundo o Ministério da Saúde local.
Nas últimas 24 horas, ataques israelenses mataram 81 palestinos e feriram 116 em Gaza.
Al-Shifa
Forças militares de Israel invadiram o Hospital al-Shifa, na Cidade de Gaza, com tanques e tiroteios intensos, resultando em mortes e ferimentos, segundo autoridades palestinas.
O ministério acrescentou que vítimas ainda estão presas sob os escombros, onde as equipes de resgate não conseguem alcançá-los.
O exército israelense afirmou em um comunicado na segunda-feira (18) que está realizando uma “operação precisa” na instalação médica. O Ministério da Saúde de Gaza informou que cerca de 30.000 pessoas, incluindo civis deslocados, pacientes feridos e equipe médica, estão presas dentro do complexo.
Israel, que reduziu muitas de suas operações no norte de Gaza algumas semanas atrás, alegando ter destruído a infraestrutura militar do Hamas, afirmou no comunicado que o Hamas – que governa o enclave – se “reagrupou” dentro do al-Shifa e está “usando-o para comandar ataques contra Israel”.
Em uma mensagem em inglês no Telegram, o Ministério da Saúde de Gaza disse que qualquer pessoa “que tentar se mover será alvo de tiros de atiradores de elite e quadricópteros”. Ele acrescentou que o ataque, que começou às 2h, resultou em “mártires e feridos”.
O porta-voz militar israelense Daniel Hagari disse em um vídeo postado anteriormente no X que o exército israelense estaria realizando um “esforço humanitário” durante o assalto, fornecendo comida e água. Ele também insistiu que não há “obrigação” para pacientes e equipe médica evacuarem o hospital.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.