Libanesa segura bandeira do Hezbollah durante marcha em Tyre para marcar o 6º aniversário da retirada de Israel do sul do Líbano depois de 18 anos de ocupação (25/5/2006)
Hezbollah , que em arábe significa partido de deus, é um grupo libânes xiita formado em 1982, durante a guerra civil do Líbano. O conflito aconteceu entre 1975 e 1990, por conta de embates político-religiosos entre cristãos maronistas, muçulmanos sunitas e muçulmanos xiitas que vivem no país.
Naquele período, um dos pontos de desacordo era o apoio a Israel e à Palestina. Foi quando o Hezbollah surgiu para confrontar os israelitas que tentavam entrar no sul do Líbano, e dar apoio aos palestinos que se refugiavam nessa região, fugidos do governo de Israel.
Desavença com Israel e organização do Hezbollah
Dentro do atual conflito entre Israel e Hamas que teve início no sábado (7) , especula-se sobre a possibilidade do Hezbollah se aliar ao Hamas, em solidariedade ao grupo islâmico sunita, por conta de sua estrutura militar maior e mais equipada. Além disso, a desavença entre Israel e Hezbollah segue até hoje, devido ao histórico de enfrentamento entre os dois desde 1982.
Em 1992, Israel assassinou o então líder do Hezbollah, Abbas al-Musawi. Foi quando Hassan Nasrallah, o novo líder, reorganizou o grupo, que entrou no campo político. Naquele ano o Hezbollah disputou as eleições gerais e conseguiu oito cadeiras no Parlamento.
Hoje, a organização tem significativo destaque na vida política do Líbano e está organizada em quatro eixos:
– Político, com membros no Parlamento, ministros e uma aliança com os partidos cristãos; – Social, por meio de trabalhos realizados em hospitais e escolas xiitas; – Econômico, que inclui a captação de recursos ao redor do mundo e uma rede de televisão, a Al Manar; – Militar, com uma milícia envolvida no conflito da Síria, apoiando o governo Bashar Al Assad contra os rebeldes;
Hezbollah x Hamas
Hezbollah
– Surgiu em 1982, no Líbano, durante a ocupação israelita no sul do país e é xiita; – É próximo do regime iraniano por ambos serem xiitas. Atua como uma extensão das forças iranianas; – Formou uma milícia armada com grande poder militar;
Hamas
– É palestino, se formou na Irmandade Mulçumana nos anos 1980 e é muçulmano sunita; – Possui uma relação com o Irã, mas não tão próxima como o Hezbollah; – Não reúne um poder bélico tão ofensivo quanto o Hezbollah; – Controla a Faixa de Gaza, território localizado entre Israel e Egito.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.