Médicos palestinos informaram que dezenas de pessoas foram mortas em novos ataques das Forças Armadas israelenses nesta segunda-feira (25). O exército de Israel manteve o bloqueio de dois hospitais onde, de acordo os militares, estão escondidos militantes do Hamas.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que há um consenso na comunidade internacional sobre a necessidade de um cessar-fogo e que um ataque a Rafah causaria desastre humanitário.
A cidade de Rafah, na fronteira sul da Faixa de Gaza com o Egito, tem abrigado mais de 1,5 milhão de palestinos desde o início do conflito. De acordo com o comunicado dos médicos palestinos, ela está entre as cidades que foram atacadas.
Eles informaram, ainda, que um ataque aéreo israelense matou 18 palestinos em uma casa em Deir Al-Balah, no centro de Gaza.
“A cada bombardeio que ocorre em Rafah, tememos que os tanques cheguem. As últimas 24 horas foram um dos piores dias desde que nos mudamos para Rafah”, disse Abu Khaled à agência Reuters.
“Em Rafah, vivemos com medo, passamos fome, estamos sem teto e nosso futuro é desconhecido. Sem um cessar-fogo à vista, podemos acabar mortos ou deslocados para outro lugar, talvez para o norte ou para o sul (para o Egito)”, afirmou.
Após os ataques na madrugada desta segunda-feira, dezenas de palestinos participaram de manifestações e compareceram a funerais no início da manhã.
O acesso aos hospitais Al-Amal e Nasser na cidade de Khan Younis, no sul do país, também foi bloqueado pelas forças israelenses, uma semana após entrarem no hospital Al Shifa, na Cidade de Gaza, o principal hospital da Faixa.
Segundo a lei internacional, “ataques intencionais diretos” contra hospitais podem ser enquadrados como crimes de guerra. Entretanto, as autoridades israelenses justificam a operação pelo fato dos hospitais serem utilizados, segundo elas, como centros de atividades terroristas.O Hamas e a equipe médica negam a alegação e não disseram se algum combatente estava entre os mortos nos últimos ataques.
Os militares disseram também, em comunicado, que suas forças estavam “continuando a conduzir atividades operacionais precisas na área do hospital Shifa, evitando danos a civis, pacientes, equipes médicas e equipamentos médicos”.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.