De acordo com a meteorologista Morgana Almeida, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), uma onda de calor acontece quando as temperaturas máximas passam pelo menos 5 graus do que é esperado para o período. Além disso, a intensidade desse aviso emitido pelo instituto, seguindo protocolos internacionais, está relacionado a quanto tempo esse fenômeno vai durar.
A especialista explica que é esperado para esta semana o predomínio de uma massa de ar quente e seco devido a um bloqueio atmosférico, principalmente em altos níveis de atmosfera.
“A gente tem a atmosfera como se fosse uma laranja fatiada em níveis e, lá no nível de cruzeiro dos aviões, temos uma circulação dos ventos que vai impedir a entrada de frentes frias. E toda essa umidade e o calor que desce da região mais equatorial serão aprisionados na porção oeste da América do Sul”, afirma.
A princípio, grande parte do Centro-Oeste será impactada condição, como os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Parte da região Norte e um pedaço do Nordeste também serão afetados.
Mais para o final desta semana e início da próxima, essa bolha de ar quente e seco vai sofrer uma expansão, atingindo praticamente toda a região central, grande parte do Sudeste, interior do Nordeste — principalmente Maranhão, Piauí e oeste baiano — e sul da região amazônica.
Desconforto
A meteorologista alerta que esta condição pode trazer bastante desconforto para a população, principalmente para as crianças e idosos. “A gente não vai ter um tempo extremamente seco, a princípio, já que a umidade ainda vai estar em níveis relativamente presentes e pode causar uma chuva mais pontual, mas, por ser tão prolongada, pode causar algum dano à população”, destaca.
Além do impacto direto na saúde das pessoas, o calor excessivo também afeta as infraestruturas, como o setor de energia elétrica, já que as pessoas vão demandar mais de ar-condicionado, por exemplo, além de um maior consumo de água. “É toda uma cadeia que é afetada por conta dessa condição”, afirma a especialista.
Por isso, ela indica que as pessoas tomem alguns cuidados nos próximos dias, como:
Evitar se expor nas horas mais quentes;
Reforçar a hidratação;
Usar roupas mais leves;
Manter-se atento às informações dos órgãos oficiais de meteorologia e da Defesa Civil.
Variação de temperatura em São Paulo
O final do inverno também trouxe instabilidade no clima de São Paulo, que registrou grande variação de temperatura ao longo das últimas semanas. De acordo com Morgana, o início de setembro registrou maior frequência de frentes frias, o que fez com que também tivessem mais massas de ar frio. A condição, segundo ela, é propícia para a oscilação entre dias mais quentes e frios, o que é considerado normal para essa época do ano.
“O final do inverno, climatologicamente, tem essa característica, já que estamos saindo de um período mais seco e frio para outro mais chuvoso”, aponta.
Sul do país
A região Sul do país, especialmente o Rio Grande do Sul, passou por mais um ciclone extratropical, que levou a chuvas e ventos intensos. O estado ainda se recupera das destruições causadas pelo fenômeno, que deixaram, segundo último balanço da Defesa Civil divulgado nessa segunda (18), ao menos 48 mortos. No total, 105 municípios foram afetados, 1.088 pessoas ainda estão desabrigadas e 20.988 desalojadas.
As temperaturas mais elevadas são esperadas no Paraná, oeste de Santa Catarina e oeste e noroeste do Rio Grande do Sul. O calor deve ficar mais crítico entre o final desta semana e início da próxima no Paraná, na divisa com o Mato Grosso do Sul e Paraguai.
Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.
Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.
E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.
Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.
Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.
Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.
No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.
O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.
2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!