Denise esteve em Odessa e Mykolaiv na última semana e lançou luz sobre os perigos da ofensiva russa conta portos ucranianos. Ela ressaltou que Odessa é “um centro muito importante para a ONU e a comunidade humanitária”.
“O porto é uma infraestrutura civil, esse é o ponto importante. Seja a catedral ou o porto, esta é uma infraestrutura civil usada por civis e para fins civis”, pontuou. A catedral de Odessa também foi atingida por mísseis russos na última semana e, segundo a funcionária da ONU, equipes da UNESCO foram enviadas ao local.
Denise também alertou para como os danos às infraestruturas locais podem prejudicar estes locais no inverno que, segundo ela, chega mais cedo no país do que em outras regiões.
“É quase agosto e faz frio muito cedo na Ucrânia”, disse Brown. “Há danos adicionais além do que tivemos que lidar desde então”, complementou. Ela se referiu ao aumento das necessidades por conta da destruição da barragem de Kakhovka.
Diante disso, a autoridade do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários criticou a demora para a chegada dos US$ 3,9 bilhões (cerca de R$ 18,7 bilhões) solicitados para atender as operações que visam auxiliar a população ucraniana. Até o momento, penas 30% do valor pedido pela ONU foi recebido.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.