O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antônio Gutierrez, cobrou do governo israelense maior cuidado com civis na Faixa de Gaza para evitar uma ‘catástrofe humanitária’. A informação foi confirmada pelo porta-voz da ONU, Stephane Dujarric.
Dujarric ainda afirmou que os contatos entre a entidade e as autoridades israelenses são constantes. Segundo o porta-voz, Gutierrez pediu a Israel que projeta os civis do conflito armado contra o Hamas, inclusive os que estão em abrigos da ONU na Faixa de Gaza.
E escalada de tensões se intensificaram no sábado (7), após o Hamas, que controla a região mais densa populosamente da Palestina, atacar Israel com envio de mísseis e tropas na região sul do país. Até o momento, cerca de 2 mil mortes foram registradas, incluindo três brasileiros.
Gutierrez ainda demonstrou preocupação com o ataque israelense no sul do Líbano. O exército comandado por Benjamin Netanyahu explodiu cidades próximas à fronteira entre os países em resposta a explosão de um muro na cidade de Hanita, norte de Israel.
Um cinegrafista da agência Reuters foi morto após o ataque enquanto tentava levantar o sinal para a entrada ao vivo de uma repórter. Após a repercussão, o embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, afirmou que o governo está disposto a investigar a morte.
“Sempre tentamos mitigar e evitar vítimas civis. Obviamente, nunca queremos atingir, matar ou atirar em qualquer jornalista que esteja fazendo seu trabalho”, afirmou em conversa com os jornalistas.
“Mas, vocês sabem, estamos em um estado de guerra, coisas podem acontecer. Nós lamentamos. Sentimos muito. E vamos investigar o fato. No momento, é muito cedo para dizer o que aconteceu lá”, concluiu.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.