Boris Nadezhdin é antiguerra e crítico à atuação de Putin diante da guerra contra a Ucrânia
Boris Nadezhdin afirmou nesta quarta-feira (31) ter conseguido as assinaturas necessárias para enfrentar o presidente Vladimir Putin na eleição presidencial russa.
As leis eleitorais russas estipulam que candidatos de partidos sem representação na câmara nacional ou em pelo menos um terço das cúpulas regionais têm de apresentar pelo menos 100 mil assinaturas de regiões diferentes. De acordo com o candidato, foram enviadas 105.000 assinaturas à Comissão Eleitoral Central (CEC).
As autoridades eleitorais devem avaliar a autenticidade das assinaturas a favor de Nadezhdin nos próximos dias.
No Telegram, o candidato agradeceu aos seus apoiadores. “O trabalho de milhares de pessoas que ficaram sem dormir por muitos dias. O resultado das filas em que vocês ficaram, no frio, está nas caixas”, escreveu Nadezhdin.
Nadezhdin é antiguerra e crítico à atuação de Putin diante da guerra contra a Ucrânia. Seu posicionamento gerou especulação de que ele poderia acabar sendo forçado a desistir da disputa.
Enquanto isso, Vladimir Putin teve sua candidatura registrada nesta segunda-feira (29). O atual presidente alcançou 3,5 milhões de assinaturas, segundo a imprensa local. A Constituição russa permite que Putin seja reeleito mais duas vezes, podendo, assim, permanecer no cargo até 2036.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.