Pais se tornaram ativistas em tempo integral após a morte de Joaquin
Os pais de um jovem de 17 anos, assassinado a tiros em uma escola nos Estados Unidos , usaram a inteligência artificial para recriar a voz do filho e usá-la em uma campanha anti-armas.
Há seis anos, Patricia e Manuel Oliver sofreram a perda do filho Joaquin. Ele foi uma das vítimas do ataque armado de 14 de fevereiro de 2018 na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas High School, em Parkland, na Flórida.
A morte de Joaquin mudou completamente a vida dos pais, que usaram a dor da perda como impulso para se tornarem ativistas em tempo integral. Além disso, Patricia e Manuel fundaram a organização Change The Ref , com o objetivo de levantar fundos para campanhas contra a violência armada e pressionar os representantes políticos por leis mais restritivas de acesso a armas no país.
“A Change the Ref (CTR) foi formada para ampliar e apoiar os esforços e a construção de movimentos dos jovens. Utilizamos a arte urbana e o confronto criativo não violento para defender o fim da epidemia de violência com armas e para expor os funcionários eleitos que são comprados e pagos pela NRA [Associação Nacional do Rifle] e pelos fabricantes de armas”, diz o site da organização.
Em uma das campanhas mais recentes, Patricia e Manuel usaram a inteligência artificial para recriar a voz de Joaquin e de outros seis jovens que também foram vítimas da violência armada.
A campanha incentiva as pessoas a enviarem uma das sete mensagens de voz disponíveis no Shotline para congressistas. O projeto foi lançado em 14 de fevereiro, data em que o massacre completou seis anos. Desde então, mais de 130 mil mensagens já foram enviadas ao Congresso.
No site, além das mensagens, há números importantes sobre a violência armada nos Estados Unidos. Foram 623 ataques em 2023, que deixaram 43.036 mortos.
Campanha nas eleições de 2020
Esta não é a primeira vez que o casal usa a inteligência artifical para trazer Joaquin ‘de volta à vida’. Durante as eleições norte-americanas em 2020, o jovem apareceu em um vídeo feito em parceria com uma empresa brasileira, pedindo que “votassem por ele”.
“Sempre serei a mãe do Joaquin. Ele é a minha fortaleza e o símbolo da nossa luta. Não podemos normalizar a violência, nem nos deixar anestesiar por ela. Não importa quão mal eu me sinta, ao final do dia, meu filho me ajuda a me reerguer e seguir em frente”, disse Patricia em entrevista ao UOL.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.