O Papa Francisco fez uma entrevista pública nesta terça-feira (17), onde teceu críticas ao que chamou de “flautistas de Hamelin”, uma alusão ao candidato à Presidência da Argentina Javier Milei. Segundo Francisco, ele teme pessoas que “encantam as pessoas, e terminam afogando-as”. Ele não citou nominalmente Milei em sua fala.
À agência de notícias argentina Telám, o pontífice disse: “Tenho muito medo desses flautistas de Hamelin porque são encantadores. Se fossem de serpentes, não me importaria, mas são encantadores de gente e terminam afogando-as”.
“Há gente que acredita que é possível sair de uma crise dançando ao som da flauta, com salvadores que surgiram de um dia para o outro. Não, a crise deve ser assumida e superada, sempre para cima”, ele completa.
O Flautista de Hamelin é um conto infantil, em que um músico mágico utiliza de sua flauta para hipnotizar ratos e crianças através de sua música.
Na entrevista, o papa ainda ressalta que não é “comunista”, dizendo que segue o Evangelho a risca. “Às vezes, quando me escutam dizer as coisas nas encíclicas sociais, dizem que o papa é comunista. Não é isso. O papa segue o Evangelho e diz o que diz o Evangelho”.
O candidato à Presidência já fez críticas ao Papa Francisco, dizendo que o pontífice tem “afinidade com comunistas assassinos”. Durante o debate eleitoral contra Sergio Massa, o candidato da extrema-direita pediu desculpas. Milei foi o candidato mais votado nas prévias das eleições.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.