Um pedaço de dedo humano foi enviado dentro de uma caixa à sede da presidência da França, o Palácio do Eliseu, nesta semana. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (13), e o pacote era destinado a Emmanuel Macron. O Ministério Público francês informou que abriu uma investigação sobre o caso, mas estima-se que o dedo pertencia ao remetente, que sofre de problemas psiquiátricos, segundo a Agence France-Presse (AFP).
Diariamente, uma equipe de 70 pessoas monitora e examina entre mil e 1.500 e-mails e cartas enviadas a Macron. A presidência francesa, contatada pela AFP, não se pronunciou até o momento.
Convulsões sociais na França
O episódio ocorre em um momento de pressão para o governo de Macron: no fim de junho, a França somou quase uma semana de choque nas ruas de Paris e outras cidades francesas, quando manifestantes tomaram as ruas em reação à morte de Naël, um jovem argelino de 17 anos, baleado e morto por um policial durante uma blitz. Estima-se que os custos com os danos causados somam 1 bilhão de euros, cerca de R$ 5,2 bilhões.
No domingo (9), o governo francês chegou a proibir a venda e o uso de fogos de artifício durante o feriado nacional do Dia da Bastilha, comemorado em 14 de julho, por temer o uso em novos protestos. Geralmente, os fogos de artifício são disponibilizados gratuitamente à população francesa para a comemoração, mas também são, por vezes, utilizados durante confrontos com a polícia, como ocorridos durante as últimas noites de confronto.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.