MATO GROSSO
Pesquisadores da Universidade Autônoma do Chile apresentam proposta de parceria com Tribunal
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2 anos atrásem
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oestenews
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Vice-Presidência e da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), recebeu representantes da Faculdade de Direito da Universidade Autônoma do Chile (UAC), que apresentaram uma carta de intenção em firmar parceria com o Judiciário estadual para troca de informações, experiências acadêmicas, projetos de pesquisa e organização conjunta de seminários internacionais e demais formas de produção e divulgação científica, especificamente na área do Direito com perspectiva de gênero, povos indígenas e imigrantes. A reunião ocorreu nesta segunda-feira (11), na sede do TJMT.
Representando a Universidade Autônoma do Chile, os professores e pesquisadores Valeska Rivas Arias e Juan Jorge Faundes Peñafiel apresentaram um panorama do sistema judiciário chileno, no que tange às questões de gênero, povos indígenas e imigrantes, a abordaram ainda as pesquisas e atividades acadêmicas que vêm desenvolvendo também em relação a esses temas, como, por exemplo, a Clínica Jurídica Intercultural, que se assemelha aos Núcleos de Prática Jurídica que existem nas faculdades de Direitos brasileiras, com atendimento voltado para mulheres indígenas, da etnia mapuche, e imigrantes oriundos principalmente do Haiti, Venezuela e Colômbia.
Juan Jorge Faundes Peñafiel, diretor do projeto Clínica Jurídica Intercultural e pesquisador da Faculdade de Direito da Universidade Autônoma do Chile, também enfatizou a importância do intercâmbio científico. MATO GROSSO
Inteligência artificial e fake news marcam debate sobre eleições
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abril 22, 2026Por
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O avanço da inteligência artificial e os riscos da desinformação no contexto do ano eleitoral foram o foco da entrevista promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) na sexta-feira (17), no Espaço MP Por Elas, no Pantanal Shopping. Parte projeto Diálogos com a Sociedade, a entrevista reuniu promotores e servidores para discutir como o uso dessas tecnologias pode impactar o processo democrático e quais medidas vêm sendo adotadas para prevenir abusos e práticas ilegais durante o período eleitoral.Participaram do debate o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, o coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral (CAO), Mauro Poderoso de Souza, e o analista de inteligência cibernética do MPMT, Kembolle Amilkar de Oliveira.Durante a conversa, os convidados destacaram que a desinformação não se limita à mentira explícita, mas também inclui conteúdos verdadeiros divulgados fora de contexto, especialmente potencializados pelo uso indevido da inteligência artificial. “Fake news não é só a mentira descarada; é também a verdade fora de contexto. Nosso maior receio é não conseguirmos dar as respostas com a mesma velocidade que a mentira se espalha”, alertou o promotor de Justiça Mauro Poderoso.Do ponto de vista técnico, Kembolle Amilkar de Oliveira explicou como a tecnologia pode ser usada para manipular a percepção do eleitor e dificultar a identificação de conteúdos falsos. “Existe uma técnica chamada operação psicológica, que é uma manobra de persuasão em massa. Usando IA, é possível fazer manipulações em vídeos e áudios que influenciam a tomada de decisão do eleitor”, afirmou, ressaltando ainda a importância da educação digital da população para evitar a propagação de informações falsas.Ao tratar do papel institucional, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano destacou que a inteligência artificial também pode ser uma aliada da democracia, desde que utilizada de forma responsável e transparente. “A IA trouxe facilidades e pode igualar oportunidades, desde que haja a obrigatoriedade de informar que o conteúdo foi feito com IA”, pontuou. O promotor de Justiça anunciou ainda que o MPMT trabalha no lançamento de um compilado de ferramentas, acessíveis por QR Code e links encurtados, para que os cidadãos possam verificar a autenticidade de fatos, imagens e vídeos. Segundo Daniel Carvalho Mariano, internamente, a tecnologia já auxilia na extração de informações processuais e na transcrição de áudios e vídeos, permitindo mais tempo de dedicação ao atendimento à sociedade.Os entrevistados também chamaram atenção para as consequências legais da desinformação no período eleitoral. “O descumprimento das regras é crime eleitoral. A consequência é a cassação e a inelegibilidade do candidato, além de multas”, explicou Mauro Poderoso. Para Daniel Carvalho Mariano, a melhor prevenção ainda é a cautela do cidadão. “Se o conteúdo é bombástico e pede para repassar sem pensar, a orientação é parar, respirar e não compartilhar. Na imensa maioria das vezes, é mentira”, concluiu.Assista à entrevista na íntegra aqui. Diálogos com a Sociedade – A entrevista marcou o encerramento da primeira temporada de 2026 do projeto Diálogos com a Sociedade. Neste ano, o Espaço MP Por Elas integrou a programação da temporada 2026 do projeto, ampliando o diálogo do Ministério Público com a população em um ambiente acessível e de grande circulação. As entrevistas seguem disponíveis no canal do Youtube do Ministério Público do Mato Grosso (MPMT), fortalecendo o acesso à informação e reafirmando o compromisso institucional com a promoção da cidadania.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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