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Agronegócio

Podcast “Pensar Agro” entrevista Donato Aranda sobre o futuro dos biocombustíveis

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O podcast “Pensar Agro”, apresentado por Isan Rezende, traz uma conversa imperdível com Donato Aranda, uma das maiores autoridades em química verde e biocombustíveis. Engenheiro químico, doutor, professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Aranda é também consultor técnico da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio) e Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico. Reconhecido internacionalmente, ele compartilha seus conhecimentos sobre o futuro dos biocombustíveis no Brasil e no mundo.

Neste episódio, Donato Aranda aborda as novas fontes de energia limpa para os modais de transporte aéreo, marítimo, ferroviário e rodoviário, destacando o papel crucial do Brasil na transição energética. Com seu vasto conhecimento, Aranda expõe as desvantagens dos combustíveis fósseis, conhecidos por serem poluentes e cancerígenos, e enfatiza o potencial do país na produção de etanol, biodiesel e bioquerosene.

Assista:

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

Alta do diesel corrói margem no campo e pode custar até R$ 14 bilhões ao agronegócio

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A disparada de mais de 23% no preço do diesel em pouco mais de um mês já impacta diretamente o custo de produção no campo. Levantamento do Projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, com apoio da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, indica que a cana-de-açúcar já registra aumento de R$ 355 por hectare — o maior entre as principais culturas. No agregado, o impacto sobre o agronegócio brasileiro soma R$ 7,2 bilhões e pode ultrapassar R$ 14 bilhões se o combustível mantiver a trajetória de alta ao longo de 2026.

O efeito é mais intenso na cana por uma razão operacional: trata-se de uma atividade altamente mecanizada e contínua. Do corte ao transporte até a usina, todas as etapas dependem de máquinas pesadas movidas a diesel, e a colheita se estende por meses. Esse padrão amplia o consumo de combustível por área e torna a cultura mais sensível a variações de preço.

A diferença em relação a outras lavouras é significativa. Na soja, o aumento de custo varia entre R$ 42 e R$ 48 por hectare, enquanto no milho fica entre R$ 40 e R$ 75. O arroz aparece na sequência, com elevação de R$ 203 por hectare, influenciado pelo uso de irrigação. Ainda assim, nenhuma cultura apresenta o mesmo nível de exposição ao diesel que a cana.

Com o litro do combustível na casa de R$ 7,50 em abril, o impacto já se espalha por toda a cadeia produtiva. O encarecimento atinge desde o preparo do solo até o frete, pressionando o custo de grãos, açúcar, etanol e outros alimentos. Na prática, parte dessa alta tende a ser repassada ao mercado, reduzindo margem no campo e elevando preços ao consumidor.

Sem alternativas viáveis no curto prazo — como eletrificação de máquinas ou substituição em larga escala por biocombustíveis —, o produtor fica entre absorver o aumento ou reajustar preços. Caso a alta persista, o diesel deve se consolidar como um dos principais fatores de risco para o planejamento da safra 2026, influenciando decisões de investimento, área plantada e uso de tecnologia no campo.

Fonte: Pensar Agro

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