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POLÍCIA

Polícia Civil aponta que autor de latrocínio de dono de recicladora usou cartão para jogos online

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A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá confirmou que o autor do latrocínio que vitimou o dono de uma empresa de reciclagem na capital usou cartão da vítima em compras e também para fazer jogos de apostas online. Ele cometeu o crime após se desentender com a vítima, um dia depois de pedir demissão da empresa recicladora.

G.D.S., 27 anos, foi localizado na noite de ontem, na região da Avenida Contorno Leste, em Cuiabá, por uma equipe da Polícia Militar, após diligências levantadas pela equipe de investigação da DHPP, que apurou que ele roubou pertences da vítima, entre eles um cartão de crédito e utilizou em compras e no pagamento de corridas por aplicativo.

O autor do crime que vitimou Mário Martello Júnior, de 68 anos foi funcionário foi autuado por latrocínio e ocultação de cadáver, após ser interrogado na sede da DHPP, nesta quarta-feira.

Movimentação de cartão

Após localizar o corpo da vítima na manhã de terça-feira, dentro da empresa de reciclagem no bairro Jardim Industriário, a DHPP realizou diversos levantamentos que incluíram, entre outras diligências, coleta das imagens de câmeras de segurança e do uso do cartão bancário da vítima.

Os policiais civis apuraram que o suspeito roubou um cartão de crédito e um aparelho celular da vítima. O cartão foi usado em um mercado onde trabalha a companheira do suspeito, que foi conduzida junto com ele. A mulher foi autuada por receptação culposa e responderá a um Termo Circunstanciado de Ocorrência pelo delito de menor potencial ofensivo. Após ser interrogada, ela foi liberada da delegacia.

Demissão e latrocínio

O delegado Bruno Abreu Magalhães explicou que na sexta-feira, dia 30 de agosto. G.D.S. pediu as contas da empresa de reciclagem. No sábado, ele retornou ao local, quando se desentendeu com Mário Martello e cometeu o crime.

Após matar Mário, o suspeito amarrou o corpo usando uma máquina da empresa e depois escondeu a vítima em um lugar de difícil acesso, debaixo de diversos entulhos dentro da empresa. E saiu levando o aparelho celular e um cartão bancário da vítima, que usou em compras, jogos online e para pagamento de corridas por aplicativo.

Ouvido em interrogatório, o autor do crime alegou que teria empurrado a vítima durante a discussão. Porém, o exame de necropsia apontou que foi usado um objeto contundente para causar a lesão na vítima. O exame de necropsia constatou que Mário teve traumatismo craniano e o pescoço quebrado.

O corpo de Mário Martello foi localizado na manhã de terça-feira, já em avançado estado de decomposição.

Desaparecimento

A vítima desapareceu no fim de semana após combinar um almoço na casa de um familiar no domingo, contudo, não apareceu ao compromisso. Um sobrinho relatou em boletim registrando o desaparecimento que após o tio não comparecer ao almoço, foi até a residência da vítima, no Jardim Jockey Clube e viu que o imóvel estava trancado e o veículo de Mário não estava na garagem. O comunicante foi à empresa de reciclagem, onde também foi feita busca, mas a vítima não foi encontrada no local, onde estava apenas o veículo.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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POLÍCIA

Polícia Civil deflagra operação com alvo em ex-gerente de casa de acolhimento envolvido em desvios de benefícios

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (22.4), a Operação Broquel para cumprir ordens judiciais contra um esquema de desvio de benefícios de internos da Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda, da Prefeitura de Várzea Grande.

São cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar e de afastamento de sigilo de dados de aparelhos eletrônicos, expedidos pela Segunda Vara Criminal de Várzea Grande. A operação tem como alvo principal o ex-gerente da unidade, que ocupou o cargo até 2024 e é investigado por crimes de peculato majorado praticados de forma continuada.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), apontam que o suspeito, valendo-se de sua função pública, da sua posição hierárquica sobre os acolhidos e da relação de confiança com eles construída, apropriou-se indevidamente de documentos pessoais, cartões bancários e benefícios assistenciais dos internos.

Saques e empréstimos

De acordo com os relatos colhidos, o ex-gerente realizava saques integrais dos benefícios e contraía empréstimos bancários não autorizados em nome das vítimas, pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social e psicológica.

Algumas das vítimas, além de viverem ou terem vivido em situação de rua, são analfabetas, possuem dificuldade de comunicação, dependência química e alcoólica ou ainda enfermidades de natureza psiquiátrica, características que, em efeito sinérgico, potencializam a condição de vulnerabilidade.

Em um dos casos documentados, um empréstimo consignado de mais de R$ 16 mil foi formalizado em nome de um acolhido, com indícios de fraude na contratação.

Além dos desvios financeiros, há denúncias de que o investigado utilizava a mão de obra dos internos para trabalhos não remunerados em sua propriedade particular e utilizava métodos de intimidação e coação psicológica para manter o controle sobre os valores desviados.

Suspensão de função pública

Contra o principal investigado, também foi determinada a suspensão do exercício da função pública, sendo ele atualmente ocupante de outro cargo na Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, bem como o impedimento de nomeação ou contratação para outro cargo pelo Poder Público Municipal.

Foram determinadas outras medidas cautelares, como a proibição de o investigado manter contato com vítimas e testemunhas e a proibição de acesso a todos os prédios e às dependências da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande.

Casa de Acolhimento

A Casa de Acolhimento Rogina Marques de Arruda é um equipamento público de execução direta da Secretaria Municipal de Assistência Social de Várzea Grande, destinado ao acolhimento de homens adultos em situação de rua.

O regimento interno da unidade proíbe a retenção de documentos ou valores como condição para permanência no local, prevendo que a guarda de pertences deve ser feita com segurança e devolvida integralmente aos assistidos.

As investigações prosseguem com a análise de materiais apreendidos e a identificação de possíveis novas vítimas do esquema.

Nome da operação

A Operação Broquel (termo que remete a um escudo de proteção) visa não apenas punir os desvios de recursos públicos e particulares, mas também interromper o ciclo de abusos contra cidadãos em estado de extrema hipossuficiência social e jurídica.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, do Governo do Estado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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