A Polícia Civil deflagrou na terça-feira (02.07), em Cáceres (228 km a oeste de Cuiabá), a segunda fase da Operação Alcatraz, para o cumprimento de um mandado de prisão e um de busca e apreensão na Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa (Mata Grande), em Rondonópolis.
A operação tem como foco a responsabilização de lideranças de facção criminosas, que mesmo reclusos no sistema prisional, ordenam homicídios e outros crimes na cidade de Cáceres e região.
As investigações conduzidas na 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres, em andamento há aproximadamente seis meses, identificaram que detentos utilizam de aparelhos celulares de dentro do presídio para determinar a prática dos crimes.
Na unidade prisional foi dado cumprimento ao mandado de prisão contra o detento alvo da operação. Durante buscas em sua cela, foram apreendidos diversos objetos, dentre eles, um aparelho celular, cinco chips de telefone, um cartão de memória, três cabos e carregadores de celular, um retroprojetor de imagens (tipo canhão), uma caixa de som e dois fones de ouvido.
A operação integra os trabalhos da Operação Erga Omnes, coordenada pela Diretoria da Polícia Civil, com foco no combate à atuação de facções criminosas em todo o estado de Mato Grosso.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) embargou uma área do município de Mirassol D´Oeste, por operação de sistema de saneamento clandestino, até que seja promovida a regularização ambiental. Durante a autuação, ocorrida na sexta-feira (17.4), os fiscais identificaram o local da escavação que permitiu a entrada de resíduos sólidos e líquidos brutos no sistema de drenagem pluvial, que deságua no Córrego André. Nesta quarta-feira (22), equipes da Sema voltam ao local para fazer a coleta em vários pontos no córrego para análise em laboratório.
Foi verificado também o descarte de resíduos no local oriundos do serviço de limpa fossa. A ação imediata, requerida pela Promotoria de Justiça da Comarca do município, contou com o auxílio da Polícia Militar Ambiental, por meio da 1ª Companhia Independente de Proteção Ambiental, e Polícia Militar de Mirassol D´Oeste. De acordo com a Sema, a área já havia sido interditada. “A continuidade das atividades em uma área formalmente interditada configura crime de desobediência à ordem administrativa ambiental e reincidência específica, agravando a responsabilidade penal dos envolvidos”, destacou o diretor da Unidade da Sema em Cáceres, Luiz Sergio Garcia.
Segundo ele, o documento e as provas colhidas serão encaminhados ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso e à Delegacia Especializada do Meio Ambiente para apuração no âmbito cível e criminal.
Além da coleta em vários pontos no córrego, será requerido ao município a elaboração do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), exigido pelo Sema e pelo Ministério Público para reparar danos ambientais, focando na reabilitação do meio físico e biótico (solo, fauna, flora), na qual envolve diagnóstico, ações de revegetação e monitoramento, visando a estabilidade ambiental da área.
A introdução de carga orgânica in natura em sistema clandestino provoca a degradação sistêmica do corpo hídrico, com reflexos diretos no Rio Jauru e na bacia do Rio Paraguai, comprometendo a biodiversidade e a saúde pública regional.