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População de rua cresceu 10 vezes em uma década; estudo indica causas

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População em situação de rua cresceu quase 10 vezes na última década
Levi Meir Clancy / Unsplash – 17.10.2021

População em situação de rua cresceu quase 10 vezes na última década

Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a população em situação de rua no Brasil cresceu dez vezes da última década. Conforme os dados do CadÚnico (Cadastro Único) do governo federal, as pessoas cadastradas nessa condição saltaram de 21.934 em 2013 para 227.087 até agosto de 2023. O aumento registrado foi de 935,31% nos últimos dez anos.

Problemas familiares e desemprego são os principais motivos apontados pelas pessoas em situação de rua para explicar essa circunstância. De acordo com a pesquisa, 54% das pessoas citaram a exclusão econômica, o que envolve o desemprego, a perda de moradia e a distância do local do trabalho como razões.

Além desses, problemas de saúde — também relacionados à saúde mental — são mencionados por 32,5% dos entrevistados.

Levando em consideração somente motivos individuais, problemas com familiares e companheiros lideram as estatísticas, sendo citados por 47,3%. Depois, aparecem questões como o desemprego (40,5%), alcoolismo e outras drogas (30,4%), perda de moradia (26,1%), ameaça e violência (4,8%), distância do local de trabalho (4,2%), tratamento de saúde (3,1%), preferência ou opção própria (2,9%) e outros motivos (11,2%).

Segundo o levantamento, além dos motivos individuais, os dados também se cruzam. Por exemplo, metade das pessoas que alegaram razões relacionadas à saúde também apontaram questões familiares que levaram aquele indivíduo para a situação de rua e 44% deles acrescentaram motivações econômicas.

Entre os que citaram problemas familiares, 42% também têm motivações econômicas como causa para a circunstância e 34% relatam motivos de saúde.

Maior tempo de permanência

A análise do instituto também mostrou que o tempo de permanência na rua está ligado ao motivo que levou a pessoa àquela situação. Conforme os dados, os problemas familiares estão associados a um tempo de permanência maior, o que também acontece com motivos relacionados à saúde, principalmente os que envolvem o uso abusivo de álcool e outras drogas.

Por outro lado, razões econômicas, como o desemprego, estão associadas a menos tempo de permanência na rua.

A pesquisa mostra que 33,7% da população em situação de rua está nesta condição por até 6 meses, 14,2% entre seis meses e um ano, 13% entre um e dois anos, 16,6% entre dois e cinco anos. Outros 10,8% estão entre cinco e 10 anos e 11,7% há mais de 10 anos.

O estudo ainda mostra que 70% da população em situação de rua mora no mesmo estado em que nasceu.

No recorte de gênero, as mulheres representam somente 11,6% da população adulta em situação de rua, mas são 35% das responsáveis familiares entre a parcela que vive com as famílias nessa condição.

Além disso, 24% dessas pessoas não têm certidão de nascimento e, entre os adultos, 29% não têm título de eleitor e 24% não têm carteira de trabalho. Somente 58% das crianças e adolescentes de 7 a 15 anos nessas circunstâncias frequentam a escola.

Ao menos 69% da população adulta em situação de rua faz alguma atividade para conseguir dinheiro, mas somente 1% tem emprego com carteira assinada.

A análise também aponta que 68% da população em situação de rua se declara negra, enquanto 31,1% de declaram brancos Entre os que se consideram negros nessas condições, o número médio de anos de escolaridade é de 6,7 anos, sendo menor que o de brancos, que é de 7,4 anos.

Para realizar o levantamento, o instituto apresentou valores absolutos e os percentuais das causas autodeclaradas de situação de rua. Os motivos, no entanto, não são excludentes, dessa forma, os percentuais somam mais de 100%.

Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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