Na próxima semana (16), a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), por meio da Superintendência de Planejamento Estratégico, inicia as atividades do Programa Por Dentro do Parlamento para o ano de 2023. O Programa tem por objetivo apresentar a sede do Poder Legislativo do Estado e as atribuições dos deputados, bem como aproximar cidadãos e seus representantes políticos por meio de visitas guiadas.
O Programa foi implantado há 26 anos, em 1º de novembro de 1997, e tinha como coordenador o professor José Ival e foi oficialmente instituído por meio da Resolução nº 4.867, de 12 de abril de 2007.
Para participar do Projeto, os interessados podem entrar em contato com a Superintendência de Planejamento Estratégico, através dos telefones 3313-6282/ 3313-6288 ou pelo e-mail: pordentrodoparlamento@al.mt.gov.br e solicitar por meio de um ofício, devidamente assinado pelo responsável da instituição, a participação no Projeto Visita ao Parlamento Mato-grossense. ALMT disponibiliza um ônibus para transporte dos visitantes em um raio de até 100 km da capital, além de um lanche que é oferecido no intervalo.
No dia 16 deste mês, o programa retorna às suas atividades com a participação de alunos do curso de Gestão Pública do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT/Campus de VG).
“Será a primeira turma deste ano. Após essa visita, a programação segue com algumas procuras, como por exemplo, a assessoria do gabinete do deputado Ludio Cabral pretende agendar visitas, temos ainda o campus central do IFMT, e estamos iniciando esse planejamento para este mês. A programação vai seguir o cronograma com visitação uma vez por semana dentro do Parlamento e uma vez por semana fora da Casa”, revelou a coordenadora do programa, Raquel Juliano Jassniker.
Ela explicou que o programa tem novidades para 2023, e que vai levar até a população, o trabalho desenvolvido na Casa. “Agora temos uma nova modalidade no programa, onde estaremos acompanhando o Instituto Memória e se deslocando até as escolas levando o Por Dentro do Parlamento em todo o Estado”, destacou.
As visitas são pré-agendadas, de preferência com antecedência de até 15 dias, através do número do setor ou então, pelo e-mail citado. “Nosso roteiro de visitas na Casa, segue um plano, onde, primeiramente a turma é recebida e dirigida até a sala de aula da Escola do Legislativo, ou ao auditório, para uma breve palestra onde é repassado qual é o papel da Assembleia, quem são nossos deputados, quais são as atividades desenvolvidas por eles, o que é o processo legislativo, como a população pode participar desse processo, enfim, tiramos todas as dúvidas dos participantes”, destaca Jassniker.
Conforme a coordenadora, ao receber todas as informações, “os visitantes entendem que os deputados têm um campo de trabalho grande, e que nós cidadãos temos a responsabilidade de também auxiliá-los nas suas ações, que são voltadas para o Estado”, acredita ela.
Início – Vale destacar que, a primeira visita aconteceu em março de 98, quando aconteceu uma reunião com presidentes e diretores de várias associações de bairros e contou com a presença de cerca de 80 visitantes.
“O processo de interação através da comunicação, exerce um papel fundamental nas relações entre as organizações e as pessoas. A transparência das ações e da qualidade dos serviços prestados são premissas das organizações modernas, principalmente das organizações públicas”, disse o professor José Ival de Souza, idealizador do programa.
A programação inclui a visita ao Plenário durante uma sessão, a um gabinete, ao Teatro Zulmira Canavarros e ao Instituto Memória, além de todas as dependências do prédio e uma palestra sobre o funcionamento do Parlamento, das secretarias, sobre o papel dos deputados e da sociedade.
Jassniker explica que o programa não contempla apenas estudantes, mas qualquer grupo da sociedade que entre em contato e tenha interesse em conhecer a Assembleia.
“Muitos produtores rurais que fazem curso de formação de liderança em uma entidade de classe participam do ‘Por Dentro do Parlamento’ ao final da qualificação, já faz parte da programação. Assim como estudantes de curso superior e gestores públicos”, exemplifica.
Ao longo de 26 anos, o “Por dentro do Parlamento” já recebeu cerca cem mil cidadãos e cidadãs de todos os lugares do estado, além de representantes do Rotary Club dos Estados Unidos, Colômbia, Noruega e Eslovênia.
Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.
A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.
“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.
O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.
Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.
“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.
Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.
O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.
A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.
De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.
Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.