BRASIL
Prefeitura do Rio investirá R$ 64 milhões no setor audiovisual
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oestenews
A prefeitura do Rio de Janeiro investirá mais de R$ 64 milhões no Pró-Carioca Audiovisual, programa de Fomento Carioca de 2023 lançado nesta quarta-feira (26), no Palácio da Cidade. Os valores do investimento, que será feito por meio da RioFilme, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura, sairão de recursos municipais e da aplicação da Lei Paulo Gustavo.

Na apresentação do programa, o diretor-presidente da RioFilme, Eduardo Figueira, disse que 2023 é o ano da consolidação dos programas que começaram com a retomada dos investimentos dois anos antes. “Em 2021, nós pegamos o mercado audiovisual totalmente destroçado no Rio de Janeiro, e também no Brasil, sem investimento nenhum. E 2022 foi o ano em que começamos a trabalhar uma política do audiovisual, com a licitação do Polo Cine Vídeo e apreço nas políticas afirmativas. E, neste ano lançamos o maior programa de audiovisual da cidade do Rio”, afirmou Figueira.
O secretário municipal de Cultura, Marcelo Calero, destacou a importância de uma política pública abrangente para a cidade, incluindo desde o cineclube, que faz o seu trabalho nas comunidades, até as produções chamadas de consolidadas. “Essa política abrangente se preocupa com os vários segmentos e também com políticas afirmativas das quais não abrimos mão. Políticas de democratização e de territorialização”, enfatizou o secretário.
Segundo o prefeito Eduardo Paes, a cidade do Rio está de novo em um bom momento e, para continuar, é preciso usar elementos do passado e olhar para o futuro, pensando em grandes projetos. Paes disse que investimentos no setor de audiovisual resultam na melhoria da atividade econômica, e um dos reflexos dessa política é o aumento dos empregos e o impacto na cadeia produtiva do município.
As produções de cinema de rua, a formação profissional e a promoção internacional do audiovisual da cidade estão incluídos no Pró-Carioca Audiovisual. “O cinema de rua tem papel fundamental na movimentação das economias locais e na construção da cadeia exibidora. Em boa hora, a lei Paulo Gustavo nos permitiu fazer este investimento”, disse Calero.
Para o secretário, investimentos em cultura ajudam também a fortalecer a questão da identidade da cidade. “A maneira de ser do carioca, que é levada para outras telas, para outros povos, o que acaba, se tornando um objeto de desejo. Isso nos ajuda a consolidar o Rio, não apenas como destino turístico, mas como referência de cultura no mundo. E claro que isso também tem repercussão econômica.”
Ações afirmativas
A diversidade estará presente em ações afirmativas do programa. Os editais têm regras claras de pontuação adicional, com prioridade para grupos e territórios, entre os quais, mulheres, negros, população LGBTQIA+, indígenas e pessoas com deficiência. “Essa democratização engloba programas de ação afirmativa, fazendo com que segmentos que tradicionalmente têm dificuldades de acessar recursos públicos finalmente possam ter, por meio de pontuação adicional, a chance de serem contemplados nos nossos editais”, disse Calero.
A produtora de cinema Lucy Barreto elogiou o destaque para a diversidade nos projetos que serão apoiados pelo programa. “É importantíssimo porque somos um país de diversas raças, e a maior parte nunca teve essa oportunidade. Então estava mais que na hora disso acontecer”, disse Lucy à Agência Brasil.
O cineasta e historiador Sílvio Tendler também mostrou-se animado com o investimento no setor de audiovisual: “É fundamental, estou encantado porque achei o projeto grandioso. O Rio de Janeiro merece, e a cultura precisa.”
Inscrições
A inscrição dos projetos começa nesta quinta-feira (27) e vai até 25 de agosto e pode ser feita na área de editais do site da RioFilme, que traz a íntegra dos textos dos editais.
A coordenadora de Seleção e Contratação de Investimentos da RioFilme, Carol Ribeiro, começará a se reunir com produtores de periferias em sete regiões da cidade para explicar como os projetos devem ser apresentados e quem pode se candidatar ao edital. Segundo Carol, a prefeitura quer aumentar a parcela desse público participando de linhas de editais como o de curta-metragem de novos realizadores, de ações em cineclubes e de pequenas oficinas de formação.
“Nossa ideia é fazer um giro na cidade, apresentando basicamente quem pode se inscrever, que tipo de proposta, critérios de avaliação de propostas, ações de passo a passo. Além disso, estamos construindo em nosso site um espaço de perguntas frequentes, e há também apresentações com tutoriais”, informou Carol.
Cenário
Na cerimônia, o prefeito Eduardo Paes anunciou também a ampliação em R$ 4 milhões da participação do município no sistema cash rebate, resultado do Edital de Incentivo à Atração de Produções Audiovisuais para o Rio de Janeiro, que inicialmente tinha previsão de R$ 12 milhões para produções nacionais ou internacionais que escolhessem o Rio de Janeiro como cenário. Desse valor, R$ 10 milhões vão para produções internacionais e R$ 2 milhões para as brasileiras.
A ideia com esse edital é atrair produções internacionais e de outros estados do Brasil para que filmem no Rio, disse Marcelo Calero. Para o secretário, a economia da cidade será favorecida direta e indiretamente em diferentes segmentos. Em 2022, o edital atraiu R$ 67 milhões para a economia da cidade, com impacto de R$ 82 milhões na economia local.
Para dar visibilidade às locações cariocas no cenário audiovisual internacional, foi anunciada ainda a criação do selo Filmado no Rio (Filmed in Rio), que será aplicado nas obras que tiverem a cidade como locação principal em suas histórias e também as produções que tiverem o apoio da Rio Film Commission.
Os investimentos da Prefeitura do Rio têm espaço ainda para homenagens. Na solenidade, a RioFilme anunciou a criação do Cine Carioca José Wilker, em Laranjeiras, que vai funcionar como centro de referência das artes e do cinema brasileiro. Uma licitação para reestruturação e gestão desse espaço garantirá a aplicação de mais de R$ 1,4 milhão.
Mariana Vielmond, filha do ator, que morreu em 2014, disse que ter o nome do pai em um espaço cultural é um reconhecimento ao trabalho dele. “Meu pai está muito associado ao Rio de Janeiro, a cidade em que ele escolheu morar. Que a cidade tenha uma sala de cinema em homenagem a ele completa um ciclo. É um lugar de divulgação de cultura, uma coisa que ele sempre quis, a cultura ampla, aberta e acessível”, disse Mariana à Agência Brasil.
Ingresso mais barato
O programa Viva o Cinema de Rua contará com R$ 3,5 milhões para desenvolver oito propostas de reforma, manutenção e funcionamento de salas de exibição no Rio de Janeiro. A contrapartida será o ingresso mais barato para filmes brasileiros e os de pequena distribuição, considerados como de “arte”. A expectativa é de ingressos a R$ 5, por meio do subsídio da RioFilme.
A contrapartida se estende ainda à reserva de 10% dos ingressos para distribuição gratuita a estudantes e professores das redes públicas municipais e estaduais, com direito a um acompanhante. Além disso, existe a obrigatoriedade de exibição de filmes brasileiros em volume 10% superior ao estabelecido pela Cota de Tela, que é a obrigação legal, adotada por muitos países, de exibir um mínimo de obras nacionais no cinema ou na televisão.
Alemão
O CineCarioca Nova Brasília, no Conjunto de favelas do Alemão também será reformado. O volume de R$ 800 mil será usado em reparos elétricos, troca de ar-condicionado, projetor, poltronas e pipoqueira. Pelos dados da prefeitura, a programação da sala atende cerca de 60 mil pessoas de 15 comunidades da região. Por meio do subsídio da RioFilme, o CineCarioca Nova Brasília oferece, desde a reabertura em 2021, quatro sessões diárias de filmes com ingressos a R$ 5.
Os investimentos no setor de audiovisual também serão notados fora do país. Para a promoção internacional do audiovisual carioca, a prefeitura informou que uma missão com produtores audiovisuais da cidade, liderada pela RioFilme, estará no Festival de Cannes, na França, em 2024.
Além disso, haverá uma parceria para viabilizar um braço de mercado do festival francês Séries Mania Fórum na cidade durante o Rio Market, um dos eventos do Festival do Rio. A intenção é fazer o encontro entre realizadores cariocas e representantes internacionais, para a criação de parcerias no campo da promoção internacional do conteúdo audiovisual carioca. De acordo com a prefeitura, o Séries Mania é um dos maiores festivais de séries realizados no mundo.
Fonte: EBC GERAL
BRASIL
Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?
Publicado
1 ano atrásem
janeiro 2, 2025Por
oestenews
Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.
Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.
E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.
Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.
Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.
Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.
No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.
O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.
2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!
Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco
Fonte: Auto
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