O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, fez declarações anti Israel e Ocidente em comício
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan, fez declarações contra Israel em um comício em Istambul, a capital do país. Em um discurso inflamado, o político acenou aos membros do Hamas, fazendo com que Israel convocasse alguns diplomatas para saírem do país.
O discurso foi proferido durante um grande encontro pró-Palestina, evento que teria amealhado mais de 1,5 milhão de pessoas, segundo os organizadores. O número não foi confirmado por outras fontes.
Além do país não classificar o Hamas como grupo terrorista, algo raro no grupo de membros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Erdogan teria chamado os guerrilheiros de “combatentes pela liberdade”, segundo a imprensa turca, afirmando ainda que Israel promove uma ocupação da terra palestina.
Para completar, disse que Israel comete crimes de guerra na Faixa de Gaza. “Claro, todo país tem direito de se defender. Contudo, em Gaza, não há defesa, mas um óbvio e detestável massacre?”, critica.
“O principal culpado por trás do massacre em Gaza é o Ocidente”, acusa Erdogan.”Aqueles que choraram ontem por aqueles que foram mortos na guerra Rússia-Ucrânia hoje estão em silêncio pelas crianças morrendo em Gaza”, embora a maior parte do Ocidente apoie o apoio humanitário e a defesa da população civil de Gaza e também de Israel.
A despeito da Turquia ter condenado a morte de israelenses nos brutais ataques de 7 de outubro, o político acenou para ampla base islâmica do país, força que o ajudou a ganhar as eleições presidenciais de maio.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.