terça-feira, 11 de agosto de 2026
BRASIL

Projeto aproxima comunidades de equipamentos culturais em Salvador

Alguns moradores da comunidade de Águas Claras, em Salvador, visitaram o centro histórico da cidade, no sábado (8), e a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) pela primeira vez. Um dos grupos era formado por mulheres com mais de 60 anos, que frequentam a…

Alguns moradores da comunidade de Águas Claras, em Salvador, visitaram o centro histórico da cidade, no sábado (8), e a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) pela primeira vez. Um dos grupos era formado por mulheres com mais de 60 anos, que frequentam a Biblioteca Comunitária Condor Literário. Entre elas estava Soraia Santos Pinto, 61 anos, moradora de Águas Claras. Depois de passar por um quadro de depressão, ela começou a frequentar a biblioteca comunitária, onde hoje tem aulas de boxe, capoeira e dança. Notícias relacionadas:Flipelô lança livro com cartas entre Jorge Amado e Erico Verissimo .Redes sociais ajudam a despertar interesse por livros, diz escritora.Ontem, por meio de um projeto cultural, Soraia visitou a Flipelô, a Fundação Casa de Jorge Amado e o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), instituições onde nunca havia pisado antes. “A gente tem que fazer isso mais vezes. Isso abre o nosso entendimento. Isso é cultura e é bom para a gente. Eu amei. Tem pessoas que nunca tinham vindo no Pelourinho, nunca estiveram aqui. Eu acho que eles deviam fazer isso com a maioria da comunidade, levar a cultura ou trazer o povo até a cultura, já que a cultura não vai nas periferias”, disse ela. Maian Oliveira, 36 anos, também participou desse passeio com seus três filhos e conheceu o Muncab pela primeira vez: “Estou fazendo um passeio com minhas crianças. Eles fazem parte da capoeira Unira. Aí eu vim trazer eles para dar um passeio. Eu acho a cultura muito importante. Ela mostra quem nós somos, de onde nós viemos. E é muito importante a gente apresentar isso para nossas crianças, que estão chegando agora.” Em entrevista à Agência Brasil, ela contou que dificilmente consegue levar as crianças para o centro histórico de Salvador para um roteiro cultural ou acessar os equipamentos culturais. “No dia a dia é mais difícil trazer as crianças. Quando se tem mais de duas crianças, se torna ainda mais difícil porque o transporte fica um pouco complicado”. Águas Claras Mesmo vivendo na capital baiana, muitos desses moradores relatam dificuldades para visitar os equipamentos culturais da cidade. Águas Claras, por exemplo, é um bairro que fica a…