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Receita Federal blindou familiares e aliados de Bolsonaro por 4 anos

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A Receita Federal foi submetida às investidas do ex-presidente Jair Bolsonaro para beneficiar aliados, blindar familiares e dar sustentação técnica a medidas de caráter eleitoreiro.

É isso o que mostra uma reportagem da Folha de São Paulo, que aponta que o órgão perdeu as defesas contra o Congresso Nacional e teve reduzido o seu poder de fiscalização e cobrança, beneficiando grandes contribuintes.

Entre técnicos do Fisco, era nítida a sensação de sucateamento e desorganização pela falta de pessoal, além da queda de orçamento e governança na formalização de processos e tomadas de decisão.

Um dos atos apontados por técnicos para listar os “ataques” sofridos pelo órgão no governo anterior está a ampliação da isenção tributária de pastores e lideranças religiosas, editado em agosto de 2022 pelo então secretário especial da Receita, Julio Cesar Vieira Gomes.

Outra tentativa de interferência foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo nesta sexta-feira. Nele agentes do órgão apreenderam no Aeroporto de Guarulhos joias de R$ 16,5 milhões que teriam sido presenteadas pelo governo da Arábia Saudita à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e trazidas ilegalmente ao país. Apesar das tentativas, Bolsonaro não conseguiu reaver os itens valiosos.

As investidas do governo passado contra a Receita começaram, de acordo com a reportagem, em 2019, quando o então secretário especial do órgão, Marcos Cintra, foi pressionado a “resolver o problema” das igrejas, já que entidades comandadas por pastores aliados de Bolsonaro acumulavam dívidas bilionárias. Por não ter acatado a ordem do Planalto, Cintra foi demitido cinco meses depois.

Uma das pessoas ouvidas pela Folha de São Paulo aponta que Cintra não foi o único e que durante os quatro anos do governo Bolsonaro houve perseguições internas a quem contrariasse os interesses políticos do ex-presidente e seus aliados.

Para se ter uma ideia, o número de fiscalizações tendo como alvo agentes públicos caiu de 378 em 2019 para 213 em 2021, ou seja, 43%. Em 2014, no auge da Operação Lava Jato, essas apurações chegaram ao pico de 728. 

Parte desses mecanismos adotados por Bolsonaro está sendo agora revisto pela equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Mesmo assim ele vem sofrendo grande resistências de grupos empresariais e do Legislativo.

Fonte: IG Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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