De acordo com a procuradoria de Moscou, “o tribunal condenou Ovsyannikova a oito anos e seis meses de prisão, a serem cumpridos numa colônia penal de regime geral”.
Marina, no entanto, não compareceu à sentença e fugiu da Rússia no ano passado, após escapar da prisão domiciliar com sua filha de 11 anos, em direção à Europa. A “fuga” se deu duas semanas após as autoridades russas colocarem o nome da mulher na lista de procurados, sugerindo que ela estaria foragida.
Antes da sentença que a condenou, Marina disse que as acusações contra ela são “absurdas e com motivação política”. “Eles decidiram me açoitar por não ter medo e por chamar as coisas pelos seus nomes”, disse ela nessa terça (3).
“Claro, não admito minha culpa. E não nego nenhuma de minhas palavras. Fiz uma escolha moral muito difícil, mas a única correta em minha vida, e já paguei um preço alto o suficiente por isso”, acrescentou Marina.