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MATO GROSSO

Seduc realiza webinar para discutir enfrentamento à evasão e o abandono escolar

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A secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), realizou na manhã desta quarta-feira (29), pelo canal da Seduc no Youtube, a 1ª edição do Webinar “Nenhum Estudante a Menos – Construindo sentidos e criando vínculos”, promovido pelo Núcleo de Mediação Escolar (NME), que é ligado à Secretaria-adjunta de Gestão Regional (SAGR).

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destacou a importância do programa e ressaltou o compromisso do Governo de Mato Grosso em superar os desafios do abandono e evasão escolar. “O governador Mauro Mendes tem enfatizado a necessidade de priorizar os investimentos em ferramentas para os nossos professores e estudantes, com conteúdo, plataformas e suporte como forma de despertar o interesse na aprendizagem”, disse.

No evento, o secretário ressaltou a relevância do sistema utilizado para acompanhar crianças e adolescentes que estão fora da escola ou em risco de evasão. “Por meio da Busca Ativa Escolar, os municípios têm dados concretos que possibilitam o planejamento, desenvolvimento e implementação das políticas públicas de acesso e permanência na escola, um dos principais pontos do plano EducAÇÃO 10 anos”, explicou.

Segundo ele, a abertura desse debate tem como objetivo fomentar as estratégias de busca ativa escolar com os estudantes, além de estimular o protagonismo juvenil. De acordo com o secretário, “a expectativa é de que essa formação possa contribuir, sensibilizar e mobilizar a comunidade sobre a importância da escola no processo de ensino e aprendizagem.

Para a líder do Núcleo de Mediação da Seduc, Patrícia Carvalho, o webinar é a celebração das atividades que já vêm sendo realizadas na rede estadual de ensino por meio da busca ativa. “A Seduc entende que todas as crianças e adolescentes em idade escolar devem estar matriculados e frequentando a escola. Pensando nisso, desenvolvemos ações de conscientização, sensibilização e reflexão nas unidades escolares para falar sobre a importância de o aluno permanecer estudando e mantendo a perspectiva de mudança de vida através da educação”.

Busca Ativa

A Busca Ativa Escolar é uma estratégia composta por uma metodologia social e uma ferramenta tecnológica disponibilizadas gratuitamente para estados e municípios. Foi desenvolvida pelo UNICEF, em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e apoio do Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Escravidão e memória histórica são tema de webinar do MPMT

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Em diálogo com a agenda internacional de direitos humanos, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, nesta quarta-feira (22), um webinar dedicado à reflexão crítica sobre a escravidão e o tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A iniciativa destacou a centralidade da memória histórica como elemento fundamental na promoção da igualdade racial e na defesa dos direitos humanos.O webinar foi idealizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT. O objetivo foi fomentar o debate qualificado sobre os impactos históricos e contemporâneos da escravidão na sociedade brasileira.A palestra central foi ministrada pela escritora e imortal da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Gonçalves, que apresentou uma abordagem acadêmica e reflexiva sobre os silêncios presentes nos registros oficiais da escravidão e seus desdobramentos na realidade social contemporânea.Segundo a autora, refletir sobre a escravidão exige compreendê-la como um processo cujos efeitos permanecem ativos no presente. “Quando a gente pensa na escravidão apenas como um episódio encerrado, perde a dimensão de como ela continua estruturando desigualdades e violências que atravessam o nosso tempo”, pontuou.Durante a exposição, Ana Maria Gonçalves apresentou conceitos desenvolvidos por pensadoras negras, como a fabulação crítica e a noção de rastro da escravidão. A partir dessas referências, destacou como a história oficial apagou trajetórias de pessoas negras e como a literatura e a pesquisa podem contribuir para a reconstrução dessas narrativas.Ao relatar o processo de criação do romance “Um defeito de cor”, a escritora explicou que a escassez de registros sobre mulheres negras escravizadas demanda um trabalho rigoroso de investigação e imaginação responsável. “Escrever essas histórias é uma forma de enfrentar a violência do arquivo e afirmar que essas vidas existiram, mesmo quando os documentos tentaram silenciá-las”, destacou.O procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, atuou como debatedor do evento e ressaltou a importância do debate no âmbito do Ministério Público e o papel das instituições públicas na construção de uma sociedade comprometida com o enfrentamento do racismo.“A obra da professora Ana Maria Gonçalves não me ensinou apenas a não ser racista, mas, sobretudo, a ser antirracista, a partir da força da sua escrita e da história que ela escolheu narrar”, afirmou o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira.Reconhecimento – Considerado a principal obra de Ana Maria Gonçalves, o romance “Um defeito de cor” venceu o Prêmio Casa de las Américas, em 2007, e foi eleito o melhor livro da literatura brasileira do século 21 por júri da Folha de S.Paulo. A obra narra a trajetória de Kehinde, mulher negra sequestrada ainda criança no Reino do Daomé e trazida ao Brasil para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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