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Seis meses do 8/1: democracia saiu fortalecida, dizem analistas
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3 anos atrásem
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oestenews
Os atos golpistas 8 de janeiro, que culminaram na invasão e na depredação das sedes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto completam seis meses neste sábado (8) e já tiveram como consequências milhares de prisões, a abertura de uma CPMI e a instalação de inquéritos judiciários no STF e na Polícia Federal.
Segundo o Supremo, 2.151 envolvidos foram presos em flagrante. Destes, após passarem por julgamentos em blocos pelos ministros da Corte, 252 continuam privados de liberdade. A corte ainda tem outras ações penais contra 1.245 investigados por serem participantes, iniciadores ou autores intelectuais das invasões.
O ministro da Corte e relator do caso, Alexandre de Moraes , afirmou que os casos mais graves serão encerrados até o fim do ano. “Pelo menos, aproximadamente os 250, que são os crimes mais graves, que estão presos, esses em seis meses, o Supremo vai encerrar”, afirmou o magistrado.
Fortalecimento da democracia
Na avaliação de Márcio Coimbra, cientista político e professor de Relações Institucionais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Brasília (FPMB), houve um fortalecimento das instituições democráticas após o episódio.
“Nós vimos um golpe fracassar. O primeiro fortalecimento aconteceu no Ministério da Justiça, que soube se colocar muito bem sobre aquela situação. Depois houve uma intervenção federal e recentemente vimos a desarticulação da presença de militares golpistas dentro do GSI. Nós também vimos o Supremo Tribunal Federal funcionando, agora a gente vê o Congresso Nacional com uma CPI, então cada poder dentro das suas atribuições tem trabalhado pela normalidade institucional”, explica Coimbra.
Para Marcos Woortmann, cientista político, mestre em Direitos Humanos pela Universidade de Brasília e coordenador de Advocacy do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), “a democracia se fortalece principalmente no termo de políticas públicas e enquanto cultura, porque ela é um conjunto de valores. Porém, o regime é muito novo no Brasil, não tem nem 40 anos, então acho que muito ainda precisa ser feito, mas os espaços necessários estão sendo dados”.
Prejuízos
Por meio da Lei de Acesso à Informação, foi informado que as invasões resultaram em um prejuízo total de R$ 20,6 milhões . O STF foi o órgão mais afetado, registrando danos de R$ 11,4 milhões. Em seguida vem o Congresso, com R$ 4,9 milhões (R$ 2,7 milhões na Câmara e R$ 2,2 milhões no Senado), e o Planalto, com R$ 4,3 milhões.
O valor total ainda pode aumentar, visto que existem custos, mesmo após seis meses dos eventos, ainda não estimados. Um exemplo é o caso do relógio francês do século XVIII, presente da corte francesa a dom João 6º, que foi lançado ao chão duas vezes durante os ataques.
“O que foi perdido de patrimônio histórico já é já um valor absolutamente irrecuperável, mas o que foi também prejudicado e vilipendiado em termos de valores democráticos também tem um custo que é difícil estimar. Todos aqueles que entraram nos prédios públicos, cujas imagens foram demonstradas vandalizando patrimônio público bem como os oficiais de prontidão, os servidores de alta patente e gestão pública que não atuaram minimamente prevaricaram e precisam ter a punição mais rigorosa possível”, opina o cientista político Woortmann.
CPMI dos atos golpistas
Em maio, a CPMI dos atos golpistas foi instalada com a finalidade de apurar os fatos que ocorreram em 8 de janeiro . Com Arthur Maia (União Brasil) na presidência, Cid Gomes (PDT), como primeiro vice-presidente, Magno Malta (PL), como segundo vice-presidente e Eliziane Gama (Cidadania), na relatoria, a cúpula da CPMI é composta por integrantes 16 integrantes da Câmara e 16 integrantes do Senado, com número igual também de suplentes.
Para Coimbra, as comissões não devem trazer um elemento novo que já não tenha sido investigado por outros órgãos como o STF e a PF.
“Eu acho que a CPMI dá respostas políticas, ela é um instrumento investigativo do Poder Legislativo. As comissões dão respostas para a sociedade e não respostas jurídicas, isso quem dá é o STF e a Polícia Federal neste caso.”, diz Coimbra.
Marcos Woortmann segue o mesmo pensamento, mas reforça a crítica ao papel midiático da investigação.
“Hoje em dia as CPIs estão eivadas de um perfil midiático lacrador, cuja única finalidade de manifestação dos parlamentares não é o avanço ou a defesa acerca de uma investigação, mas gerar material em mídias sociais de públicos de nichos específicos políticos”.
Influência do governo anterior
Em entrevista ao Roda Vida no início do mês passado, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve responsabilidade política nos atos golpistas. Para o magistrado, “as manifestações anteriores eram testes, e se queriam muito uma Garantia da Lei da Ordem (GLO), que ele [Bolsonaro] comandaria”.
Durante seu governo, Bolsonaro expôs publicamente sua desconfiança sobre o sistema eleitoral.. Após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva no segundo pleito das eleições de 2022, não reconheceu a vitória e ficou 40 dias em silêncio, sem cumprimentar seu sucessor pela vitória.
De acordo com Márcio Coimbra, Bolsonaro é um dos responsáveis pelos atos antidemocráticos, já que evitou reconhecer sua derrota e criou um sentimento de suspeição sobre a leitura do pleito.
Para o professor de Relações Institucionais, o ex-chefe do Executivo não teve “maturidade institucional” e deveria ter apresentado provas de que havia razão para desconfiar do processo eleitoral brasileiro.
“Ele [Bolsonaro] criou uma instabilidade política. Deu incentivo para a insatisfação do eleitorado articular um movimento como o 8 de janeiro”, diz o especialista.
Em recente declaração à imprensa, o ex-presidente diz que não considera o 8 de janeiro uma tentativa de golpe. “Nunca vi golpe domingo. Nunca vi golpe sem arma. Estão querendo dar ares de golpe ao 8 de janeiro. São atos de vandalismo e depredação abomináveis, ninguém concorda com isso. O próprio ministro da Defesa disse que não houve uma figura central coordenando”, afirmou.
Em abril, o ex-presidente prestou depoimento à Polícia Federal sobre os atos golpistas após determinação do ministro Alexandre de Moraes. As informações dadas por Bolsonaro não foram divulgadas, pois foram encaminhadas ao inquérito sigiloso dos atos golpistas do STF.
A invasão
A invasão ocorreu das 15h até às 18h20 do domingo de 8 de janeiro. Os extremistas marcharam até o Palácio do Planalto e se agruparam no local por duas horas, quando centenas de manifestantes furaram o bloqueio de poucos militares e em 10 minutos começaram a depredar o Congresso Nacional.
Às 15h30, a Polícia Militar do Distrito Federal tentou manter os golpistas lançando as primeiras bombas de gás. Flávio Dino se pronunciou 13 minutos depois, afirmando ser uma invasão absurda e pediu reforços.
Com pouca efetividade das Forças Armadas, os extremistas, às 15h50, invadiram o Palácio do Planalto. Cerca de dez minutos depois, invadiram também a sede do Supremo Tribunal Federal, local mais depredado dos Três Poderes.
A Força Nacional, o reforço solicitado por Dino, chegou às 16h25 na Esplanada para tentar conter os milhares de golpistas.
Até às 18h, horário dos últimos atos dos extremistas, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), demitiu o secretário de Segurança Pública, Anderson Torres. O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu que a Procuradoria da República do Distrito Federal abrisse uma investigação sobre os atos. O presidente Lula ainda decretou intervenção federal no Distrito Federal e nomeou Ricardo Capelli como interventor da segurança do DF.
Às 18h20, os golpistas atearam fogo em frente ao Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, a polícia do Distrito Federal começou a prender os radicias e retomar os prédios públicos.
Fonte: Nacional
BRASIL
Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?
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1 ano atrásem
janeiro 2, 2025Por
oestenews
Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.
Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.
E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.
Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.
Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.
Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.
No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.
O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.
2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!
Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco
Fonte: Auto
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