O programa Rede Cidadã, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), atendeu 1.160 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade no ano de 2023. O programa oferece atividades artísticas, esportivas e cursos de capacitação em cinco polos, Cuiabá, Várzea Grande, Nova Olímpia, Cáceres e Rondonópolis.
Iniciado em 2004, o Rede Cidadã já atendeu cerca de 15 mil estudantes mato-grossenses, com idade de oito a 18 anos, que apresentam algum fator de risco social, como evasão escolar, pais cumprindo pena de privação de liberdade e violência doméstica.
As atividades oferecidas são contínuas e incluem reforço escolar, oficina de leitura, inglês e práticas de esportes e formação artística. Na lista de oportunidades estão capoeira, futebol de campo, futsal, karatê, judô, taekwondo, vôlei, pintura em tela, teatro, fanfarra, teclado, violão, dança e culinária.
O programa também dispõem de cursos semi profissionalizantes como informática I e informática II. Este ano os adolescentes ainda puderam cursar Relacionamento Interpessoal, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), e Operador de Computador, pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Para comemorar o sucesso do programa em 2023, a Sesp promoveu um evento de encerramento do ano letivo, no dia 14 de dezembro. O evento reuniu 400 alunos e contou com apresentações musicais e de expressão cultural, como de capoeira e taekwondo, de crianças e adolescentes de Cuiabá e Várzea Grande.
O evento também contou com entrega de certificados para os alunos que atingiram a idade máxima de participação no programa, 18 anos.
“Tivemos um ano bastante proveitoso. Nesse evento, ao entregar os certificados aos que nos deixam por causa da maior idade, agradecemos por confiarem no nosso trabalho e externamos a honra de fazer parte da história de vida deles contribuindo com a formação de cada um”, disse a coordenadora do Rede Cidadão, Wilma Wellen Camilo Fernandes.
“Àqueles que continuarão conosco e os novos que ingressarão em 2024, informamos que teremos mais uma caminhada de muitas oportunidades, experiências e aprendizados com o objetivo de contribuir na formação como profissional e cidadão de todos eles”, completou Wilma Fernandes.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, participou, nesta sexta-feira (17), de uma visita técnica às penitenciárias Central do Estado, masculina, e Ana Maria do Couto, feminina, em Cuiabá, voltada à articulação interinstitucional para a implantação de cursos de qualificação profissional destinados a pessoas privadas de liberdade.A agenda integra um esforço conjunto que também reúne o Ministério Público do Trabalho (MPT), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MT), o Tribunal de Justiça (TJMT), a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT), com foco na ressocialização e na redução da reincidência criminal.A procuradora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal, Josane Guariente, ressaltou a importância da qualificação profissional como eixo central da ressocialização.“Eu acredito que, graças às parcerias que acabaram dando muito certo, surge hoje essa ideia trazida pela dra. Thaylise, nessa tentativa de união das instituições, principalmente com relação à qualificação profissional, que é a joia rara desse projeto, porque não há como falar de ressocialização ou reinserção social sem a qualificação profissional”, disse a procuradora.O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento das políticas de ressocialização no sistema penitenciário.“A qualificação profissional dentro do sistema penitenciário é uma ferramenta estratégica para a ressocialização. Quando oferecemos oportunidades concretas de aprendizado e certificação, estamos contribuindo diretamente para a redução da reincidência e para a construção de uma sociedade mais segura e inclusiva. Essa união de instituições mostra que estamos no caminho certo para transformar realidades”, disse.Durante a visita, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso, desembargador Aguimar Peixoto destacou o caráter institucional da ação e o compromisso com a transformação social.“Nós queremos trazer cursos para qualificá-los e com a certificação de um órgão como o Senai, que é uma carta de apresentação para quando eles deixarem a prisão possam apresentar, sem que o tomador do serviço os discrimine. Eles estarão protegidos por uma iniciativa institucional, e consta nessa certificação que o curso é sério, embora ministrado dentro da penitenciária. Esse é o objetivo”, declarou o desembargador.A procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso, Thaylise Campos Coleta de Souza Zaffani, reforçou que a iniciativa busca criar oportunidades reais para o futuro.“Nosso objetivo é estabelecer relações entre as instituições de modo a trazer cursos de capacitação para as pessoas que estão hoje privadas da sua liberdade, mas que um dia retornarão para a sociedade. Nosso objetivo é que elas sejam capazes de devolver, em trabalho, recursos e benefícios, tanto para a sua família quanto para a sociedade e para si próprias. Estamos aqui para estender as mãos, fazer cursos e ampliar espaços. Estamos muito animados e é só o começo de uma grande mudança”, ressaltou.Representando o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT), o gerente de Projetos e Parcerias, Marcos Ribeiro, destacou o papel da instituição na transformação social por meio da educação profissional.“Fizemos essa visita em nome do Sistema Indústria para apresentar as possibilidades de formação profissional junto ao Senai Mato Grosso, por meio dos grandes parceiros que temos aqui no Estado, trazendo qualidade profissional. A nossa diretora Fernanda e o presidente Silvio também acreditam na transformação social por meio da qualificação, e esse é o trabalho do Senai: transformar vidas para uma indústria mais competitiva”, afirmou.Também participou da visita o desembargador Orlando Perri, reforçando o engajamento do Judiciário na construção de políticas públicas voltadas à ressocialização.Com informações da assessoria da Sejus-MT