O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto de Democracia de Israel (IDI), apenas 15% dos israelenses querem que o premiê Benjamin Netanyahu permaneça no cargo após o fim da guerra contra o Hamas.
O estudo publicado nesta terça-feira (2) foi realizado entre 25 e 28 de dezembro e contou com 746 entrevistados, com nível de confiança de 95%, segundo o instituto. Em outra pesquisa, o IDI apontou que 69% dos israelenses querem novas eleições assim que a guerra acabar.
Em quase três meses de guerra, as forças israelenses destruíram parte do território de Gaza e vitimaram mais de 22.000 palestinos, segundo dados divulgados por autoridades de saúde do local.
A pressão militar é justificada pelo atual governo israelense como forma de garantir a libertação dos reféns que continuam sob ameaça do Hamas. Netanyahu afirma que 129 israelenses ainda devem ser resgatados.
A pesquisa aponta que 56% dos entrevistados defendem a continuação da ofensiva militar como a melhor maneira de recuperar os reféns. Os outros 24% pensam que um acordo de troca e a libertação de prisioneiros palestinos seria o melhor caminho.
Netanyahu, que já foi acusado de cometer atos de genocídio contra os palestinos, afirmou no sábado (30) que a vitória deve levar meses para acontecer. Enquanto isso, a popularidade do primeiro-ministro cai mês a mês nas pesquisas desde o início da guerra.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.