Tempestades complicam busca por sobreviventes após terremoto no Japão
O número de mortos no terremoto no centro do Japão subiu para 92 nesta quinta-feira (4, manhã de sexta-feira no horário local). As autoridades informaram que 242 pessoas estão desaparecidas. O terremoto de magnitude 7,5 ocorreu há mais de 72 horas, causando deslizamentos de terra, incêndios e ondas de tsunami.
Mais de 210 tremores foram registrados na região até a noite de terça-feira, segundo a agência japonesa JMA. Residentes em abrigos, como uma mulher em Shika, relataram dificuldade para dormir devido às réplicas do tremor principal: “Fiquei com medo, porque não sabemos quando será o próximo terremoto”.
As equipes de busca enfrentam o mau tempo e réplicas do terremoto enquanto vasculham os escombros. Mais de 31.800 pessoas estavam em abrigos até a última terça-feira.
O terremoto ocorreu no primeiro dia de 2024, deixando mais de 300 feridos, sendo 20 em estado grave. A península de Noto foi gravemente afetada, com prédios em chamas e casas destruídas. O governo, liderado pelo primeiro-ministro Fumio Kishida, destacou a corrida contra o tempo para resgatar pessoas presas nos prédios desabados, informou a NHK.
Na terça-feira, os trens-bala voltaram a funcionar e as rodovias foram liberadas após milhares de pessoas terem ficado bloqueadas, algumas por até 24 horas.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.