A revisão já foi aprovada pelo STF e permite que aposentados que tiveram contribuições à Previdência antes do Plano Real, em 1994, possam contar com o cálculo desses valores para aposentadoria.
Por 6 votos a 5, a Corte entendeu ainda no ano passado ser de direito do segurado do INSS pedir que as contribuições feitas durante a vida toda contem para o cálculo da aposentadoria. A decisão tem repercussão geral, ou seja, o entendimento vale para todos os processos semelhantes em tramitação na Justiça do país.
Em fevereiro, o INSS pediu a suspensão de todos os processos sobre o tema até que a decisão dos ministros tenha seu processo concluído. O pedido foi apresentado pela Advogacia-Geral da União (AGU), que representa o INSS, o último dia 13. A solicitação é de que o STF suspenda as ações até que saia o trânsito em julgado da decisão, que acontece somente depois da publicação do acórdão.
No pedido, o órgão ainda alega que precisa adaptar seus sistemas, rotinas e processos para atender a todos os pedidos de revisão da vida toda.
Moraes disse que considera os argumentos do INSS relevantes, mas, diante do impacto social da decisão, é preciso ter ao menos alguma previsão quanto ao resultado prático.
Por isso, o INSS deve apresente um plano, informando de que modo e em que prazo pretende cumprir a decisão, antes de o ministro se manifestar sobre uma possível suspensão dos processos.