ONU informou que 334 mil pessoas saíram de casa em decorrência dos conflitos no Sudão
Os protagonistas do conflito no Sudão concordaram em linha de princípio com uma trégua de sete dias a partir de 4 de maio.
A informação é da emissora saudita Al-Arabiya, que cita um comunicado do Ministério das Relações Exteriores do Sudão do Sul, país que se ofereceu como mediador das negociações.
Deflagrado em meados de abril, o conflito opõe os generais Abdel Fatah al-Burhan, chefe das Forças Armadas, e Mohamed Hamdan Dagalo, mais conhecido como Hemedti e líder do grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR).
Os dois também teriam concordado com a designação de enviados para negociar a paz no Sudão. A implantação do acordo, contudo, ainda é incerta, uma vez que tréguas anteriores foram marcadas por acusações mútuas de violações.
Enquanto Hemedti denuncia uma tentativa de restaurar o antigo regime que sustentava o ditador Omar al-Bashir, Burhan quer integrar as FAR no Exército para reduzir a autonomia do grupo, que foi aliado das Forças Armadas ao longo dos últimos anos, inclusive no golpe que interrompeu o processo de transição democrática no país, em 2021.