O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será indiciado na manhã desta quarta-feira (06), pelas acusações de tentativa de fraude eleitoral na eleição presidencial de 2020 no Estado da Geórgia. Além do ex-mandatário, outros 18 co-réus devem ser indiciados pelo mesmo crime.
A sessão será realizada às 10h30 (no horário de Brasília), mas ainda não há informações se acontecerá de forma presencial ou virtual, segundo informa a NBC News. O ex-presidente deverá ouvir as acusações contra ele formalmente.
Trump havia se entregado no dia 24 de agosto às autoridades do condado de Fulton, na Geórgia. Na ocasião, ele foi fichado no caso, publicando logo depois a foto do momento. O ex-presidente foi liberado sob o pagamento de uma fiança no valor de US$ 200 mil. Ele ainda deve cumprir algumas condições de liberdade, bem como não intimidar as testemunhas do caso.
O caso
O ex-presidente foi acusado no dia 14 de agosto de tentar alterar os resultados da eleição presidencial de 2020 na Geórgia. No ano, o colegiado teve a viatória do democrata Joe Biden, atual presidente dos Estados Unidos.
Um documento de 98 páginas foi entregue com acusações ao ex-presidente. Nele, são detalhados 41 supostas infrações para alterar os resultados, sendo 13 delas atribuídas a Trump. Dentre os crimes investigados, está o de falsificação e extorsão.
O procurador distrital do condado de Fulton, Fani Willis, disse: “A acusação alega que, em vez de cumprir o processo legal da Geórgia para impugnações eleitorais, os réus se envolveram em uma empresa criminosa de extorsão para anular o resultado da eleição presidencial da Geórgia”.
Ainda que as acusações formais tenham sido entregue no último mês, as investigações começaram em fevereiro de 2021, após o vazamento de uma ligação de Trump com o secretário da Geórgia, Brad Raffensperger — responsável pelo processo eleitoral no Estado.
Trump pede na ligação que o governador arranje 12 mil votos para que ele conseguisse os delegados do Estado, e, assim, vencesse as eleições. A acusação afirma: “Trump e os outros réus se recusaram a aceitar que Trump perdeu e, consciente e intencionalmente, se juntaram a uma conspiração para mudar ilegalmente o resultado da eleição em favor de Trump”.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.