Vídeo divulgado pelo Hamas mostra refém israelense e duas crianças sendo soltas
As brigadas Qassam, o braço armado do Hamas, divulgaram um vídeo em que uma mulher e duas crianças teriam sido liberadas. A filmagem foi divulgada pela rede Al Jazeera ontem à noite.
Feita à distância, a gravação mostra homens – que podem ser soldados do Hamas – indo embora após deixar as três pessoas em uma região que pode ser a fronteira entre Gaza e Israel. A localização ou a identidade das pessoas liberadas ainda não foram confirmadas.
Em comunicado divulgado pela agência de notícias AFP, o grupo armado afirmou que uma “colona israelense e suas duas crianças foram libertadas depois que foram detidas durante os conflitos”. Assista o vídeo da Al Jazeraa logo abaixo.
Segundo o governo de Israel, a divulgação tem como objetivo tentar mudar a imagem do Hamas no conflito. Há questionamentos sobre a data de filmagem e a estratégia por trás da publicação das imagens.
“Depois que todo o mundo viu a face feia e verdadeira deles como uma organização que executou centenas de crianças e mulheres inocentes em um ataque terrorista e massacre hediondo, o Hamas está tentando mudar a verdade através da teatralidade de divulgar um vídeo de propaganda pelos seus meios de comunicação”, afirmou Avichay Adraee, porta-voz dos militares israelenses, para a mídia árabe, por meio do X (antigo twitter).
“A verdade é clara e óbvia, e seus detalhes vão se tornar mais claros nos próximos dias. O Hamas é pior que o Estado Islâmico, e nós vamos continuar a atacá-lo de maneira dura e sem pausas”, ele acrescentou.
Estimativas apontam que cerca de 150 reféns foram capturados pelo Hamas no sábado, quando começaram os ataques contra Israel. Os ataques, combates e os subsequentes bombardeios israelenses no território de Gaza mataram, no total, mais de 2.500 pessoas – incluindo centenas de civis – e feriram mais de 5.000. A agência de refugiados das Nações Unidas afirma que cerca de 250 mil pessoas foram deslocadas no enclave palestino, que foi colocado sobre cerco pelas forças israelenses.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.