O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que decidiu substituir o ministro da Defesa do país, Oleksiy Reznikov, que deixa o governo em meio a acusações de corrupção. O novo ministro que deve assumir a pasta é Roustem Oumerov, chefe do principal fundo de privatização do país.
Em janeiro já haviam suspeitas de compra de alimentos para o exército a preços superfaturados e investigações da imprensa ucraniana indicaram que soldados recebiam equipamentos defeituosos e roupas de verão durante o inverno. A possível exoneração de Reznikov começou a ser discutida em fevereiro.
Antes da demissão, Zelensky anunciou, em 11 de agosto, que todos os funcionários regionais responsáveis pelo recrutamento militar para erradicar um sistema de corrupção seriam exonerados.
A decisão enfraqueceu Reznikov. Com o anúncio desse domingo, Zelensky afirmou que quer mudanças no ministério que, de acordo com ele, precisa de novos formatos e de uma nova abordagem com os militares e com a população.
“Decidi substituir o ministro da Defesa da Ucrânia. Oleksiy Reznikov passou por mais de 550 dias de guerra em grande escala”, disse Zelensky, conforme a agência de notícias Reuters . “Acredito que o ministério precisa de novas abordagens e outros formatos de interação tanto com os militares como com a sociedade como um todo”.
Ele afirmou esperar que o parlamento aprove a indicação de Oumerov, que, segundo ele, “não precisa de nenhuma apresentação adicional”. O presidente ucraniano vai enviar a candidatura de Oumerov ao parlamento para revisão.
Aos 41 anos, o indicado é ex-legislador e participou de negociações sensíveis durante a guerra, como o acordo de cereais do Mar Negro.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.