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Agronegócio

Amapá realiza a maior feira de negócios da região norte

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Macapá, capital do Amapá, realiza  a partir da próxima quinta-feira (29.08) sua 53ª Expofeira, o maior evento de negócios da Região Norte. O evento que segue até 8 de setembro, no Parque de Exposições da Fazendinha, terá show de abertura com a dupla sertaneja Bruno e Marrone, além de diversas outras atrações nacionais, somando mais de 300 artistas locais de todas as linguagens como música, teatro e artesanato.

A expectativa é dobrar a comercialização da edição anterior da Expofeira, realizada em 2023, que gerou mais de R$ 500 milhões em negócios e recebeu 2,2 milhões de visitantes. Para isso a estrutura do Parque de Exposições foi restaurada e ampliada em 20%, com novos espaços destinados a empreendedores locais e empresas de fora do estado.

“A Expofeira tem uma finalidade. Vai ser, obviamente, para atrair pessoas, para democratizar o acesso à feira, vai ter muita diversão, muita alegria, muita informação, os shows, esse ambiente de festa, de feira bonita mesmo. Mas o principal de tudo isso é gerar emprego, é gerar renda. O governo, onde tiver serviço para oferecer na feira, vai estar presente. Onde não tiver, não precisa. A gente vai abrir para o empreendedor popular, para o empresário local, para o que vem de fora, E aí, com essa movimentação toda, chamar a atenção, mais uma vez, do Brasil, mostrando que aqui, no extremo norte desse país, tem um estado chamado Amapá”, pontuou o governador o governador Clécio Luís.

Ele também anunciou que neste ano, o espaço para os empreendedores será maior, com cerca de 1,3 mil expositores, são 248 ambientes de negócios a mais que no ano passado.

Fonte: Pensar Agro

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Agronegócio

China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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queiroz

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