O programa de vídeomonitoramento Vigia Mais MT, criado pelo Governo de Mato Grosso, auxiliou as forças de segurança na prisão de 158 procurados da Justiça de Mato Grosso e de outros estados, entre janeiro e 15 de dezembro de 2025.
Um balanço parcial do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), da Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT), revela que do total de prisões registradas, 43 ocorreram por meio do sistema de reconhecimento facial e 115 foram identificadas a partir da leitura de placas de veículos. O levantamento mostra como a integração de dados e monitoramento eletrônico tem se consolidado como ferramenta estratégica para a segurança pública em Mato Grosso.
O secretário Adjunto de Integração Operacional (Saiop), coronel PM Fernando Augustinho, destacou que o sistema de monitoramento forma uma muralha digital e fecha o cerco contra os criminosos foragidos da Justiça.
“O sistema de reconhecimento facial possui inteligência artificial que amplia a capacidade das forças de segurança de retirar das ruas criminosos condenados foragidos da Justiça, para dar espaço para que os cidadãos mato-grossenses possam ir em vir com liberdade e mais segurança”, destacou.
Dentre os presos com ajuda do programa está um homem, de 44 anos, condenado a mais de 18 anos por estupro de vulnerável contra duas vítimas. Ele foi identificado pelas câmeras de reconhecimento facial durante o Festival de Inverno, em Chapada dos Guimarães.
Em Várzea Grande, um homem de 39 anos, foragido da Justiça e procurado por homicídio foi preso e encaminhado à delegacia, após ser identificado pelo programa. Além disso, em Cuiabá, outro homem, procurado pelas Justiça de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, por tráfico e furto, também foi identificado e preso.
O secretário adjunto reforçou que esses são apenas os primeiros resultados do programa, lançado em 2023 e que neste ano já se tornou destaque nacional.
“As funções do programa vão além da capacidade humana e essa junção de tecnologia com as nossas forças vem trazendo resultados positivos. Tanto que o Vigia Mais MT é reconhecido no âmbito nacional e está servindo de modelo para outros estados”, completou Fernando Augustinho.
A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) participou da 4ª edição da Semana Nacional do Registro Civil, “Registre-se!”, mobilização coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que ocorreu de 13 a 17 de abril em todo o país. A iniciativa teve o objetivo de ampliar o acesso à documentação civil básica para públicos em situação de vulnerabilidade, incluindo pessoas privadas de liberdade.
Em Mato Grosso, a ação foi conduzida pela Corregedoria-Geral da Justiça, com apoio de diversos parceiros institucionais, como cartórios, Politec, Receita Federal e Fundação Nova Chance (FUNAC). No sistema prisional, a programação contemplou atendimentos em diferentes unidades.
A abertura das atividades ocorreu no dia 13, na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, com o atendimento do público feminino e, posteriormente, entre os dias 14 e 16, no masculino. No dia 17, a ação foi realizada no Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas (Criald), em Várzea Grande.
Os atendimentos incluem a emissão e regularização de documentos civis, etapa essencial para garantir o exercício da cidadania, o acesso a políticas públicas e o fortalecimento do processo de reintegração social.
O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, destacou a importância da iniciativa. “A emissão de documentos é um passo fundamental para garantir direitos básicos e fortalecer o processo de ressocialização. Essa mobilização reforça o compromisso do Estado em promover cidadania e oferecer condições reais de reintegração social às pessoas privadas de liberdade”, afirmou.
O “Registre-se!” é um mutirão nacional realizado anualmente e já conta com a participação do sistema prisional de Mato Grosso desde a primeira edição, realizada na Fundação Nova Chance (FUNAC/MT). Desde a segunda edição, a ação é realizada nas penitenciárias do Estado, consolidando-se como uma importante ferramenta de inclusão social e redução de vulnerabilidades.