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BRASIL

O Brasil e o estado de direito

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Cesário Melantonio Neto
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Cesário Melantonio Neto

O estado democrático de direito como referido no artigo primeiro da nossa Constituição é um regime político fundado na soberania popular, com eleições livres e governo da maioria, bem como em poder limitado.

A democracia não se limita ao momento do voto. Ela se manifesta também no respeito aos direitos fundamentais de todos, inclusive das minorias.

Esses princípios estiveram seriamente ameaçados nos últimos quatro anos, mas a democracia brasileira sobreviveu e venceu o autoritarismo.

A tentativa de golpe de estado em oito de janeiro último ficará registrada na nossa História e Memória para sempre.

O atual julgamento dos golpistas pela justiça brasileira e pelo TSE punirá os responsáveis pelos atentados contra o nosso processo democrático.

Esta erosão democrática não atinge só o Brasil, mas ocorre em outras partes do mundo em razão do populismo, do extremismo e do autoritarismo.

Foi essa situação que nos levou a ser um pária no mundo.

Mas finalmente estamos resgatando a nossa posição no planeta e voltando a ser uma nação respeitada no concerto mundial.

Esse populismo antidemocrático é um conceito que vem sendo intensamente revisto nos últimos tempos visto as experiências no Brasil, nos Estados Unidos e na Hungria, por exemplo.

Como regra oferece soluções simplórias com a manipulação de medos, necessidades e anseios das populações.

Oferece soluções simplórias para problemas complexos atendendo a demandas imediatas que cobram preços altos no futuro.

O extremismo caracteriza-se pela intolerância, pela não aceitação do diferente e pela rejeição do pluralismo político, valendo-se comumente de ameaças de violência.

O populismo tem um núcleo ideológico tênue, que é a divisão artificial e mentirosa da sociedade em nós, o povo, e eles, a elite. Esses políticos chegam ao poder com esse discurso, mas na verdade têm o apoio de uma parte das elites, aquela que não tem compromisso com o processo democrático, mas apenas com os seus interesses financeiros.

Com frequência vem associado com uma postura dita nacionalista característica de todos os fascismos e com a exploração do sentimento religioso, como foi o recente caso brasileiro.

Outra característica é a necessidade de um inimigo, para embasar o discurso antagônico e beligerante, seja o comunismo, a globalização, os judeus, a imigração, os muçulmanos ou qualquer outro que a ocasião ofereça.

O extremismo político se manifestou em diferentes domínios da vida, inclusive no plano religioso, como mostram inúmeros eventos históricos da inquisição ao jihadismo. Na quadra atual, o mundo vê uma onda radical de direita. Três dos países mais populosos do mundo, os Estados Unidos, a Índia e o Brasil estão ou estiveram sob lideranças desse naipe.

O extremismo ameaçador é o que prega o fechamento do Legislativo, a substituição dos juízes das cortes supremas, a demonização da imprensa e das organizações não governamentais, e que enxerga comunistas em toda parte.

Intolerância, agressividade e violência frequentemente acompanham esse ideário fascista marcado por nativismo, machismo, xenofobia, racismo, homofobia, negacionismo científico e ambiental, rejeição ao multilateralismo e aos organismos internacionais e discursos de ódio de toda a natureza.

Esses movimentos podem minar a Democracia por dentro e são extremamente perigosos.

Esse autoritarismo persiste como uma tentação permanente em todos os continentes. Tem por objetivo enfraquecer o estado de direito assim como a manutenção do processo democrático direitos humanos e das minorias.

Dependem ainda de uma adesão das forças armadas que nem sempre acontece, como vimos recentemente nos Estados Unidos e no Brasil.

Em casos mais agudos podem degenerar em fascismo com a possibilidade de uso da violência para atingir seus objetivos como no oito de janeiro último em Brasília.

Episódios como o Brexit, a eleição de Trump e a reação a sua derrota mostram que nem mesmo democracias consolidadas escapam destes vendavais contemporâneos. Em países como Turquia, Hungria e Polônia há mesmo dificuldade em se afirmar que a democracia tenha sobrevivido em todos os seus elementos essenciais.

Os recentes acontecimentos no Brasil não podem passar sem punição exemplar para inibir novas tentativas golpistas no futuro.

Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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