Javier Milei, deputado e candidato a presidência na Argentina
O ultraliberal Javier Milei, maior vencedor das primárias das eleições argentinas , atacou o que chama de “casta política” para se referir aos políticos de partidos mais tradicionais e chamou a justiça social como uma “aberração” em seu primeiro discurso após o resultado eleitoral.
A pobreza na Argentina atinge 38,7% da população (no Brasil: 33% da população). Ainda assim, Javier Milei, candidato de extrema-direita campeão de votos nas primeiras de hoje, afirma que a justiça social é uma “aberração” pic.twitter.com/8IUkYYXDfmhttps://t.co/Z0kzaaf34t
“Estamos diante do fim do modelo de castas, baseado naquela atrocidade de que onde há necessidade nasce um direito, mas esquecem que alguém tem que pagar por isso. Cuja aberração máxima é a justiça social, mas esquecem que é injusto que poucos paguem”, afirmou o vencedor das primárias .
Admirador dos ex-presidentes Jair Bolsonaro (PL) e Donald Trump, Milei defende medidas como o fechamento do banco central, dolarização da economia, legalização da venda de órgãos e desregulamentação da venda de armas.
Outra polêmica que envolve Javier Milei diz respeito a uma declaração em que um jornalista perguntou se ele concorda com uma teoria que levanta a possibilidade de legalizar a “venda de crianças”, ao que ele respondeu “depende”. “Se eu tivesse um filho, não o venderia. A resposta depende de quais termos você está pensando, talvez daqui a 200 anos isso possa ser debatido.”
Sua vitória nas primárias foi, inclusive, celebrada por Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente. “Milei vence as primárias na Argentina. Se fizesse 25% já seria vitorioso, obteve mais de 30%. Um ano atrás era um sonho, daí virou meta e hoje é realidade. Um excelente começo para o que pode ser a mudança real que a Argentina precisa. Com vizinhos livres do socialismo o Brasil tem um ambiente mais favorável retomar o caminho da liberdade. Aguante, @JMilei”, escreveu Eduardo em sua conta no Twitter, junto a uma foto sua ao lado de Milei.
🇦🇷Milei vence as primárias na Argentina. Se fizesse 25% já seria vitorioso, obteve mais de 30%
Um ano atrás era um sonho, daí virou meta e hoje é realidade. Um excelente começo para o que pode ser a mudança real que a Argentina precisa
As primárias argentinas, de modo semelhante ao que ocorre nos Estados Unidos, servem para definir os candidatos que representarão cada coalizão nas eleições. Neste ano, o primeiro turno das eleições será realizado no dia 22 de outubro. Caso haja segundo turno, a população voltará às urnas em 19 de novembro.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.