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POLÍTICA

Pacha Ana lança álbum de sambas no Teatro Zulmira nesta sexta (3)

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Em “Motumbá”, palavra Yorubá (língua falada na Nigéria e outros países da África Ocidental, conhecida como linguagem dos orixás) para “A Benção”, Pacha Ana canta sambas com influências de ritmos afro-brasileiros

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros recebe nesta sexta-feira (3), às 20h, o lançamento do terceiro álbum da musicista mato-grossense Pacha Ana. Esta será a primeira apresentação pública das sete faixas que compõe o novo trabalho da artista. A entrada é 1 kg de alimento não perecível. 

Em “Motumbá”, palavra Yorubá (língua falada na Nigéria e outros países da África Ocidental, conhecida como linguagem dos orixás) para “A Benção”, Pacha Ana canta sambas com influências de ritmos afro-brasileiros, como o samba de terreiro, ijexá, carimbó e pontos cantados. A artistas traz então sonoridades distintas das presentes em seus dois álbuns anteriores, de RAP. 

“Espero que as pessoas venham de coração aberto para ouvir esse disco que tem como tema religiões de matriz africana, o primeiro gravado com banda e não com DJ”, compartilha a musicista. Ela conta ainda que a motivação para o trabalho veio da vivência religiosa que ela acumula. Pacha Ana diz ser iniciada no Candomblé há cinco anos, religião com que simpatiza desde os 13 anos de idade.

“Minhas maiores inspirações são artistas que falam sobre religiões de matriz africana desde uma época em que não era aceito, como Clara Nunes e Leci Brandão”, revela. Cantoras como Luedji Luna, Xênia França, Juçara Marçal e Mc Tha também influenciaram no álbum por também tratarem desse tema em suas obras.

“É preciso falar sobre nossa religiosidade de forma aberta, sem maquiar nem esconder. É algo tão comum no Brasil falar de Deus, ser cristão. Não temos porque manter segredo sobre nossa fé. Para mim, falar de Umbanda e Candomblé na música é uma forma de quebrar o racismo religioso”, defende. “As religiões de matriz africana são religiões como qualquer outra, com costumes, crenças, você pode ser macumbeiro, isso não é algo ruim”, completa Pacha Ana.

No Zulmira, ela vai tocar todas as faixas do novo álbum acompanhada de outros oito músicos. “A expectativa é de teatro lotado e que as pessoas se identifiquem com o que a gente vai trazer”, adianta a artista. As canções estarão nas plataformas digitais até o fim de março, quando também o álbum físico poderá ser adquirido. 

“Motumbá” tem produção musical de Paulo Monarco, arranjos por Matheus Farias, com a participação de Paulinho Nascimento nas frequências graves pelas cordas do contrabaixo e baixo acústico, enquanto Virgílio Batukada assina a percussão. A produção foi financiada pela Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer do Estado do Mato Grosso (Secel/MT) e contou com apoio do Favelativa.

Serviço:
Show “Motumbá”
Quando: Sexta-feira (3), a partir das 20h
Onde: Teatro Zulmira Canavarros, anexo à ALMT.
Entrada: 1kg de alimento não perecível

Fonte: ALMT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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