MATO GROSSO
SES orienta medidas preventivas contra a Covid-19 no Carnaval
Publicado
2 anos atrásem
Por
oestenews
“Não podemos baixar a guarda para o vírus, em especial no período festivo do carnaval. É importante que as pessoas aptas à vacinação busquem uma unidade de saúde para se imunizarem contra a Covid-19. A vacina ainda é o método mais eficaz no enfrentamento às formas graves da doença”, lembra o secretário adjunto de Atenção e Vigilância em Saúde, Juliano Melo.
O gestor ainda alerta que, em caso de sintomas gripais, o recomendado é não sair de casa e fazer o teste da Covid-19 no tempo oportuno. Ele lembra que muitas pessoas aproveitam o feriado prolongando para visitar amigos e parentes.
“Sabemos que o vírus da Covid-19, assim como o da influenza, é gripal e transmitido por vias respiratórias, por isso é imprescindível o isolamento nestes casos. Outra medida necessária é não frequentar casa de familiares e amigos, porque, para além do carnaval, muitas pessoas aproveitam esse feriado prolongado para fazer visitas, o que pode colaborar para o contagio do coronavírus”, alerta o secretário.
A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, ressalta que todo cuidado é válido para uma folia segura.
“O carnaval é um período de alegria e descontração, mas temos que ficar vigilantes o tempo todo. Então, quem puder, saia de casa munido de um kit de cuidados básicos, como álcool 70%, seja em gel ou líquido, sabão, se possível, e máscara descartável”, recomenda.
Conforme o Painel Epidemiológico da Covid-19, de 01 a 07 de fevereiro de 2024, Mato Grosso registrou 6.199 casos da Covid-19 e 27 óbitos em razão da doença. Em 2023, neste mesmo período, foram registrados 7.696 casos e 36 óbitos, números que apresentam uma queda de 19% entre os casos confirmados e de 33% entre as mortes por coronavírus.
“Estamos falando de uma doença imunoprevenível, ou seja, ela pode ser controlada, mas para isso é imprescindível a colaboração de todos”, pontua Alessandra.
Novo informe epidemiológico
Com o objetivo de orientar os estudantes, professores, gestores, funcionários, pais ou responsáveis de alunos, além da comunidade em geral, a SES divulga o segundo Informe Epidemiológico da Covid-19, que está disponível AQUI.
No documento, a Secretaria traz algumas orientações para o ambiente escolar, como a necessidade da vacinação, do distanciamento social, do uso de máscaras, higienização das mãos e adequação dos ambientes, com incentivo à ventilação natural.
O informe ainda recomenda a promoção do acesso à informação por meio de atividades educativas, o não compartilhamento de objetos, implementação de protocolos para monitoramento de sintomas, ensino remoto em caso de necessidade e uma comunicação efetiva entre a instituição de ensino e as Secretarias Municipais de Saúde.
Ação do Estado
Os municípios são os responsáveis pela aplicação dos imunizantes e pelo desenvolvimento das estratégias de vacinação para alcançar o público-alvo estipulado pelo Governo Federal.
Com o objetivo de incentivar as gestões municipais a atingirem as metas de vacinação estabelecidas pelo Ministério da Saúde, a SES investe o total de R$ 65 milhões no programa Imuniza Mais MT, que visa estruturar a Atenção Básica e premiar os municípios que alcançarem entre 90% a 100% de cobertura vacinal contra a Covid-19, Influenza e outras doenças.
O programa também disponibiliza duas Unidades Móveis de Vacinação da SES para auxiliar as cidades na vacinação da população. Juntos, os veículos possibilitaram a aplicação de 46.711 vacinas diversas e 25.112 atendimentos desde que começaram a percorrer o Estado, no início do programa Imuniza Mais MT, em julho de 2021 até dezembro de 2023. Nesse período, foram visitados 74 municípios do interior.
Além disso, a SES também realizou a ampliação da estrutura da Central de Imunobiológicos, conhecida como unidade central da Rede de Frio. No local, reinaugurado em outubro de 2021, o Estado investiu cerca de R$ 5 milhões em reforma e modernização.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
19 de abril: datas históricas reforçam a importância da representação dos povos indígenas
Publicado
3 minutos atrásem
abril 19, 2026Por
oestenews
A celebração do Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril, e o registro histórico do “Descobrimento” do Brasil, lembrado no mesmo mês (22 de abril), convidam a sociedade brasileira e, em especial, a mato-grossense, à reflexão sobre o papel histórico, social e político dos povos originários. Para o diretor‑geral da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis‑MT), desembargador Márcio Vidal, a proximidade dessas datas evidencia a necessidade de reconhecer não apenas o passado, mas também os desafios contemporâneos enfrentados pelas populações indígenas.
Segundo o desembargador, é fundamental recordar que, quando os portugueses chegaram ao território que viria a ser chamado de Brasil, ele já era amplamente habitado por povos indígenas, que aqui viviam organizados social, cultural e politicamente. “Os povos indígenas não apenas estavam aqui primeiro, como constituíram, por séculos, uma parcela expressiva da população que formou as bases da nossa sociedade”, destacou.
Presença indígena em território mato-grossense
De acordo com o Censo Demográfico 2022, a população indígena residente no Brasil é de 1.694.836 pessoas, o que corresponde a 0,83% da população total apurada pela pesquisa. O número representa quase o dobro do registrado no Censo de 2010, quando o IBGE contabilizou cerca de 896 mil indígenas, equivalentes a 0,47% da população brasileira à época.
Em um intervalo de 12 anos, esse crescimento corresponde a uma variação positiva de 88,96%, resultado, principalmente, da ampliação da metodologia — com maior alcance em áreas remotas — e do aumento da confiança das pessoas em se autodeclararem indígenas, refletindo avanços no reconhecimento de sua própria identidade.
Em Mato Grosso, esse debate ganha ainda mais relevância diante da expressiva presença indígena no Estado. De acordo com dados do Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso abriga cerca de 58 mil indígenas, sendo um dos estados com maior diversidade étnica do país. São 195 etnias reconhecidas, número que representa um crescimento significativo em relação ao último levantamento do Censo.
Participação política
Apesar dessa relevância histórica, o desembargador ressalta que os povos indígenas ainda enfrentam obstáculos significativos quanto à participação política efetiva nos espaços de poder. “O Parlamento é o ambiente onde se constroem as regras de convivência humana. A ausência ou a baixa representatividade indígena nesses espaços contribui para que suas demandas sejam, muitas vezes, tratadas como secundárias”, alertou.
Ao refletir sobre a realidade atual dos povos indígenas, Vidal fez referência ao pensamento do escritor e líder indígena Ailton Krenak, que chama atenção para o fato de que os povos indígenas não constituem uma minoria, mas sim uma ampla parcela da sociedade historicamente excluída dos espaços de decisão. Para o magistrado, garantir representação indígena nos três níveis de poder político — municipal, estadual e federal — é medida essencial para a promoção da justiça social e da preservação cultural.
“A participação política não é um privilégio, mas um direito. É por meio dela que os povos indígenas podem cooperar diretamente com a formulação de políticas públicas voltadas à proteção de seus territórios, à preservação de suas culturas e à defesa de seus modos de vida”, frisou.
Vidal também enfatizou o papel das instituições, do próprio Poder Judiciário e da formação jurídica dos cidadãos na construção de uma sociedade mais inclusiva. “Refletir sobre essas datas é um exercício de cidadania. A Esmagis‑MT entende que fomentar o debate sobre direitos fundamentais, diversidade cultural e inclusão política também é parte de sua missão institucional”, concluiu.
Umanizzare: diálogo e efetivação de direitos
Esse compromisso com a promoção dos direitos e da dignidade dos povos originários também se reflete nas ações institucionais da Esmagis‑MT. Em 2025, a Escola promoveu a sexta edição do Umanizzare, encontro que reuniu magistrados, acadêmicos e especialistas para debater cidadania, saúde e direitos humanos dos povos indígenas.
Ao abrir o evento, o desembargador Márcio Vidal destacou que se trata de um tema sensível e de interesse de toda a sociedade, ressaltando que o desafio não está apenas na existência de normas constitucionais, tratados internacionais e legislações infraconstitucionais, mas na efetivação desses direitos.
Para ele, é necessário despertar a consciência de quem aplica o Direito e fortalecer a inclusão dos povos indígenas, reconhecendo que foram eles os primeiros habitantes deste território e que não podem permanecer à margem das estruturas sociais e institucionais.
Representatividade
Apesar de Cuiabá estar inserida em um Estado com expressiva população indígena e crescente protagonismo de lideranças originárias, a capital mato-grossense ainda não conta, na atual legislatura, com parlamentares indígenas na Câmara Municipal. Já o Estado possui 11 vereadores indígenas empossados para o mandato de 2025-2028, representantes de etnias como os Xavante, Bakairi e Bororo.
Exatamente nesta semana (15 de abril), Mato Grosso registrou um fato inédito: Eliane Xunakalo, do povo Kurâ-Bakairi, tornou-se a primeira mulher indígena a ocupar uma cadeira de deputada estadual na história do estado. Ela assumiu como suplente na vaga do deputado Lúdio Cabral (PT), que se licenciou por 30 dias. A posse foi realizada às vésperas do Dia Nacional dos Povos Indígenas, o que reforça o simbolismo do momento.
Clique neste link para se informar sobre o Brasil Indígena.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail esmagis@tjmt.jus.br ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.
Dados e imagens do IBGE
Autor: Lígia Saito
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT
Email: esmagis@tjmt.jus.br
Publicidade
Rural Show projeta novo salto em negócios e reforça avanço do agro
Agro avança, supera mineração e reforça peso nas exportações
Inadimplência avança no agro e recuperações judiciais atingem pico histórico
Várzea Grande inicia estruturação da causa animal e busca modelo em cidade referência
