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Brasil é condenado por Operação Castelinho, que deixou 12 mortos em SP

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Polícia Militar reforçou o policiamento em Santos
Francisco Arrais/PMS

Polícia Militar reforçou o policiamento em Santos

Nesta quinta-feira (14), a Corte Interamericana de Direitos Humanos condenou o Brasil por violação de direitos humanos e de garantias judiciais no caso da Operação Castelinho. A ação foi feita em março de 2002 pela Polícia Militar, deixando 12 mortos na rodovia Senador José Ermírio de Moraes — Castelinho (SP-075) —, localizada entre Itu e Sorocaba, no interior paulista.

Com a condenação, o Brasil deverá cumprir uma série de medidas para a reparação das mortes e para que novos episódios de letalidade não aconteçam. O Estado deverá:

  • reabrir os processos e investigações sobre o caso, ainda que estejam prescritos;
  • criar um grupo de trabalho para prevenir novas ações do tipo;
  • cobrir o tratamento psicológico e médico de oito familiares das vítimas letais;
  • realizar um ato público para reconhecer a responsabilidade sobre os atos;
  • garantir que os registros de operações policiais que resultem em morte (gravações e dados geográfico) sejam enviados aos órgãos internos e externos da polícia;
  • criar normas para que agentes sejam afastados caso estejam envolvidos em ações que resultem na morte de civis.

O Brasil será obrigado a pagar uma indenização por danos materiais, no valor de US$ 20 mil para cada um dos oito parentes da vítimas fatais. Além disso, a Corte fixou um valor de US$ 80 mil para cada uma das 12 vítimas.

A Operação Castelinho foi considerada como uma das mais letais promovidas pela PM de São Paulo, ficando atrás apenas do massacre no Carandiru, que resultou na morte de 111 pessoas na Casa de Detenção da capital em 1993, além das recentes operações Escudo e Verão, que ocorreram na Baixada Santistas e somou mais de 70 mortes.

A Corte tomou conhecimento do caso após uma ação da Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPE-SP), em que a defensora Surrailly Youssef, uma das coordenadoras do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos do órgão, dizia que a sentença do caso era de extrema importância para o excesso praticado pela PM fosse reconhecido.

Operação Castelinho

No dia 5 de março de 2002, 100 policiais militares montaram uma operação em uma praça de pedágio, abordando um ônibus e dois carros na Rodovia José Ermírio de Morais. Ao todo, os policiais fizeram 700 disparos, deixando 12 mortos no ônibus. A PM afirmou que as vítimas eram integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), e que o veículo tinha como destino o aeroporto de Sorocaba para fazer um roubo. Segundo os agentes, eles teriam reagido à abordagem. A ação foi elogiada pelo então governado de São Paulo, Geraldo Alckmin, que afirmou que a “PM agiu corretamente”.

Entretanto, uma investigação do Ministério Público mostrou que a operação teria sido forjada pelo Grupo de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância (Gradi), visando executar 12 pessoas. O motivo seria que um ano antes, o estado teria passado a recrutar presos em penitenciárias para atuar como infiltrados em facções criminosas, na mesma época em que havia rebeliões coordenadas em presídios em todo o estado. Os infiltrados então teriam dito às 12 vítimas que chegariam ao Aeroporto de Sorocaba um avião com R$ 28 milhões em dinheiro. Ao chegarem na rodovia próxima ao aeroporto, foram cercados e atingidos pelos policiais.

O MP denunciou 53 policiais. Entretanto, todos foram absolvidos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

As vítimas são: José Airton Honorato, Aleksandro de Oliveira Araujo, José Cicero Pereira dos Santos, José Maia Menezes, Djalma Fernandes Andrade de Souza, Fabio Fernandes Andrade de Souza, Gerson Machado da Silva, Jeferson Leandro Andrade, Laercio Antonio Luis, Luciano da Silva Barbosa, Sandro Rogerio da Silva e Silvio Bernardino do Carmo.

Fonte: Nacional

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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