O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, afirmou que há indícios “plausíveis” de que Israel esteja usando a fome como arma de guerra na Faixa de Gaza.
Em uma entrevista à emissora BBC, o advogado austríaco revelou que os israelenses estariam cometendo um crime de guerra caso a intenção for comprovada.
O funcionário da ONU analisou que existem “evidências estatísticas claras” de que a catástrofe humanitária no enclave palestino está sendo transformado em uma “fome gerada pelo homem”, apesar de “meses de avisos” sobre o perigo do problema para milhares de civis palestinos.
Turk avaliou que foram reunidos elementos para definir como “plausível” a suspeita de que Israel esteja usando a fome como “arma” de guerra no conflito no Oriente Médio.
“As condições que são colocadas sobre a mesa não são razoáveis diante de uma emergência. Isso coloca uma questão legítima, apesar de todas as restrições do caso, sobre a acusação plausível de que a fome é, ou poderia estar sendo usada como arma de guerra”, afirmou o austríaco.
O governo de Benjamin Netanyahu negou as acusações e definiu tudo isso como um “absurdo”.
No início de março, a morte por desnutrição de um palestino de 10 anos em Rafah, na Faixa de Gaza, causou muita comoção em todo o mundo. A imagem do jovem esmaecido e visivelmente abatido circulou na imprensa internacional e deixou evidente a grave crise humanitária na região.
Foto da agência russa Sputnik mostra o presidente russo Vladimir Putin e o homólogo chinês Xi Jinping em Astana, em 3 de julho
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou nesta quinta-feira (12) que receberá seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Kazan, no próximo mês de outubro, por ocasião da cúpula dos Brics.
O anúncio foi feito pelo mandatário russo durante encontro com o ministro das Relações Exteriores de Pequin, Wang Yi, em São Petersburgo, segundo a agência Interfax.
De acordo com Putin, as relações entre a China e a Rússia continuam a desenvolver-se “com muito sucesso em todas as direções”, incluindo a “coordenação no cenário internacional”.
Em imagens divulgadas pela mídia russa, Wang destacou que “o presidente Xi está muito feliz em aceitar o convite”.
“Nessa ocasião os dois chefes de Estado terão novas discussões estratégicas”, acrescentou o chanceler, destacando que ambos os líderes “estabeleceram uma confiança mútua sólida e uma amizade profunda”.
O ministro chinês chegou a São Petersburgo para participar da cúpula de altos funcionários e conselheiros de segurança nacional do bloco Brics. Sua visita também foi vista como uma oportunidade para lançar as bases do encontro presencial entre os líderes dos dois países.
A reunião dos Brics está marcada para acontecer entre 22 e 24 de outubro, na cidade russa de Kazan, e será o terceiro encontro presencial de 2024 entre Xi e Putin, poucas semanas antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos, em novembro.
Formado inicialmente por Brasil, China, Índia e Rússia em 2009, o bloco foi ampliado com a adesão da África do Sul em 2010 e este ano incluiu vários outros países emergentes, como Egito e Irã. No início de setembro, a Turquia também apresentou um pedido de adesão ao bloco.