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POLÍTICA

Assembleia Legislativa concede moções de aplausos a membros do Lions Clube de Mato Grosso

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Representantes do Lions Clube em Mato Grosso foram homenageados com moções de aplausos pelo deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (União), durante sessão especial realizada na tarde desta sexta-feira (5), no Plenário das Deliberações “Deputado Renê Barbour”, na Assembleia Legislativa.

Na ocasião, foram entregues 122 moções, em reconhecimento aos relevantes serviços prestados pelos seus associados em todo o estado.

“Esta é um a pequena lembrança motivacional para que vocês continuem fazendo esse papel. O trabalho que o Lions faz representa muito para a nossa sociedade. As pessoas que trabalham como voluntárias muitas vezes deixam as famílias para servir outras pessoas. Esse é um dos trabalhos mais lindos que eu conheço. Agradeço pela existência do Lions no mundo, no Brasil e em Mato Grosso e agradeço por tudo o que vocês têm feito. Para a Assembleia Legislativa, é uma honra homenageá-los hoje”, declarou o deputado.

O Lions Club International é considerada a maior organização internacional de clubes de serviço do mundo, voltada para serviços humanitários. Atualmente, há mais de seis mil Lions Clubs espalhados por 206 países do mundo. No Brasil, a instituição está subdividida em quatro distritos e conta com cerca de 40 mil associados. Em Mato Grosso, há 56 clubes Lions em 40 municípios, e aproximadamente 1,5 mil associados.

O diretor internacional do Lions Clube, Manoel Messias Melo, foi um dos homenageados durante a sessão especial e destacou alguns dos trabalhos realizados pela instituição em Mato Grosso. Nos últimos anos, segundo ele, o Lions Club International destinou mais de 700 mil dólares para o desenvolvimento de ações no estado.

“Como diretor internacional do Lions Clube, fico feliz e lisonjeado pelo reconhecimento à nossa instituição em Mato Grosso, um estado pujante, que representa o presente e o futuro do Brasil com o agronegócio e reconhece as pessoas que se preocupam com os mais necessitados. Os nossos ‘companheiros leões’ fazem um trabalho fantástico e talvez complementar àqueles que não estão na visão dos homens públicos, servindo principalmente às pessoas mais necessitadas”, declarou o gestor.

Ideraldo Pires da Costa, diretor-executivo do Hospital da Visão Instituto Helen Keller, localizado no município de Sinop, também foi agraciado com moção de aplausos. A unidade sob sua gestão foi inaugurada em 2021 e recebeu pouco mais de 300 mil dólares em investimentos do Lions Club International, além de recursos provenientes de emendas parlamentares e outras fontes.

“Encerramos o nosso primeiro ano de funcionamento com 3.750 procedimentos realizados pelo hospital, atendendo inclusive municípios do sul do estado do Pará. É muito importante que haja esse reconhecimento às pessoas que doam o seu tempo de forma voluntária para praticar ações que muitas vezes é de competência do Estado. Nós, enquanto terceiro setor, temos a facilidade de detectar o problema e buscar uma solução de forma mais rápida que o estado, que possui entraves burocráticos”, afirmou.

O presidente do Instituto Lions da Visão de Mato Grosso, Whady Lacerda, também teve seu trabalho reconhecido. Segundo ele, a unidade atende cerca de 300 pessoas e realiza 50 cirurgias por dia, sendo todos os procedimentos feitos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O Instituto Lions da Visão é o maior projeto da América Latina. Nós temos um contrato com o município, que nos encaminha todo mês 1.800 pessoas e temos um contrato com o Estado de Mato Grosso, que também manda para nós essa mesma quantidade”, frisou.

O gestor agradeceu ainda à Assembleia Legislativa pelo apoio em diversas ações realizadas pelo Clube Lions, como a construção do Instituto Lions da Visão que, segundo ele, contou com cerca de R$ 15 milhões provenientes de emendas parlamentares.

“A Assembleia Legislativa de Mato Grosso tem sido um braço fortíssimo do Distrito Lions LB4. As obras do instituto contam sempre com algum ajuda do parlamento estadual e, se não fossem os deputados estaduais, nós não faríamos muitas coisas que fazemos”, ressaltou.

Fonte: ALMT – MT

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POLÍTICA

TJMT suspende desocupação em condomínios após pedido da ALMT

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Em resposta ao pedido encaminhado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta sexta-feira (17), a Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu suspender a medida de desocupação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso envolvendo famílias que residem nos condomínios Villas das Minas e Villas das Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A decisão do Judiciário ocorreu após solicitação formal da Assembleia, diante da preocupação com os impactos sociais da medida.

A decisão considera que o caso apresenta potencial impacto social relevante, especialmente diante da possibilidade de cumprimento de medida de imissão na posse envolvendo famílias em situação de vulnerabilidade, e reforça a necessidade de adoção de etapas preparatórias antes de qualquer decisão de desocupação coletiva.

“Recebemos uma decisão muito importante da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que representa uma vitória significativa para as famílias dos condomínios Minas e Lavras do Sutil. Ainda não vencemos a guerra, mas conquistamos uma batalha importante, que traz tranquilidade aos moradores que estavam vivendo momentos de angústia. Quero agradecer à Procuradoria da Assembleia e ao Poder Judiciário pela sensibilidade em olhar para essa situação. Esse resultado é fruto de um trabalho conjunto. Agora, vamos continuar dialogando e trabalhando para construir uma solução justa e definitiva para essas famílias. Contem com a Assembleia Legislativa, porque estaremos ao lado de vocês”, comemorou o deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa.

O procurador da Assembleia Legislativa, Ricardo Riva, explicou que a decisão da Corregedoria do Tribunal de Justiça foi resultado direto do pedido formal apresentado pela Casa, que apontou a necessidade de cumprimento de etapas legais e sociais antes da execução da medida de desocupação.

Segundo ele, a Assembleia solicitou a suspensão da imissão na posse justamente para garantir que o processo observe as exigências previstas na legislação e nas normas que tratam de conflitos fundiários coletivos.

“A Assembleia oficiou a Corregedoria do Tribunal pedindo a suspensão do cumprimento da imissão na posse, ou seja, da retirada das famílias dos apartamentos, porque existem etapas legais e sociais que precisam ser cumpridas antes de qualquer desocupação coletiva. A decisão da Corregedoria foi tomada a partir dessa solicitação e determinou o encaminhamento do processo à Comissão Regional de Soluções Fundiárias para análise técnica do caso”, explicou o procurador.

Ricardo Riva destacou ainda que a medida busca assegurar que qualquer decisão judicial seja precedida de avaliação técnica e de diálogo institucional, garantindo segurança jurídica e proteção às famílias envolvidas.

O pedido da ALMT – No documento encaminhado ao Judiciário, o presidente Max Russi alerta que o cumprimento da ordem de imissão na posse, decorrente de um processo de falência iniciado em 2003, pode resultar na retirada imediata de moradores de suas residências sem que haja medidas adequadas de acolhimento social às famílias afetadas. O ofício destaca que a execução da decisão, da forma como está prevista, pode gerar consequências sociais graves, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A Assembleia também argumenta que a condução do processo deve observar normas e diretrizes que tratam da proteção de direitos humanos e da mediação de conflitos. Entre os dispositivos citados estão o Provimento nº 23/2023 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a Resolução nº 510 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e orientações do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelecem que desocupações coletivas precisam ser precedidas de diálogo entre as partes e da definição de estratégias de atendimento às famílias atingidas.

De acordo com o documento, essas normas determinam que, antes da execução de despejos coletivos, sejam realizadas reuniões preparatórias e elaborados planos de ação que considerem a situação social dos moradores, garantindo alternativas de acolhimento e encaminhamento a programas habitacionais ou de assistência social, sempre que necessário.

Visita aos condomínios – Na noite de quinta-feira (16), Russi esteve pessoalmente nos residenciais para ouvir os moradores e acompanhar de perto a situação. Durante a visita, o parlamentar conversou com os condôminos e manifestou preocupação com a possibilidade de retirada imediata das pessoas de suas casas, destacando o clima de insegurança e aflição vivido pelos moradores. A presença do deputado no local ocorreu após relatos de que centenas de famílias temem perder suas moradias em razão de decisão judicial.

Fonte: ALMT – MT

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